SUS passa a oferecer edaravona para tratamento da ELA em fase inicial
O Ministério da Saúde anunciou a incorporação da edaravona ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de pacientes adultos diagnosticados com esclerose lateral amiotrófica (ELA) em estágios iniciais. A decisão, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (20), visa disponibilizar uma nova opção terapêutica para portadores da doença degenerativa e progressiva que afeta o sistema nervoso.
O medicamento poderá ser administrado em pacientes com ELA nos graus 1 ou 2 da doença, desde que o tempo de progressão da enfermidade seja de até dois anos. A ELA é caracterizada pelo desgaste ou morte dos neurônios, o que compromete a comunicação entre o cérebro e os músculos. Essa falha no sistema nervoso leva, a curto e médio prazo, a um enfraquecimento muscular, contrações involuntárias e, eventualmente, à paralisia motora irreversível.
A portaria estabelece um prazo máximo de 180 dias para que as áreas técnicas do Ministério da Saúde efetivem a oferta da edaravona na rede pública. O relatório de recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) sobre a tecnologia já está disponível no site do órgão para consulta.
Compreendendo a Esclerose Lateral Amiotrófica
A ELA manifesta-se inicialmente com sintomas como espasmos musculares e fraqueza em membros, dificuldades para engolir ou fala arrastada. Conforme a doença avança, a capacidade de locomoção, fala e até mesmo a respiração são severamente afetadas. A progressão da ELA é rápida, e a expectativa de vida após o diagnóstico geralmente varia entre três e cinco anos, com cerca de 25% dos pacientes sobrevivendo por mais de cinco anos. A doença, ao atingir os neurônios motores, impede o envio de sinais para os músculos, resultando em perda de controle motor.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo Ministério da Saúde.
