Surto de Ebola em Uganda e RDC já causou mais de mil mortes, aponta OMS
Surto de Ebola em Uganda e RDC já causou mais de mil mortes, aponta OMS

Surto de Ebola em Uganda e RDC já causou mais de mil mortes, aponta OMS

OMS divulga balanço trágico de surto de ebola em dois países africanos O surto de ebola declarado em maio já resultou na morte de mais de mil pessoas na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, de acordo com dados oficiais divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira. A doença, que se […]

Resumo

OMS divulga balanço trágico de surto de ebola em dois países africanos

O surto de ebola declarado em maio já resultou na morte de mais de mil pessoas na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, de acordo com dados oficiais divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira. A doença, que se espalha rapidamente através do contato próximo e fluidos corporais, representa um grave desafio de saúde pública na região.

Segundo o relatório da OMS, a RDC registrou um total de 2.473 casos confirmados do vírus mortal, com 999 óbitos. A vizinha Uganda, por sua vez, contabiliza 20 casos, dos quais dois evoluíram para morte. A maioria dos casos em Uganda envolveu cidadãos congoleses que cruzaram a fronteira, e o país afirma estar há três semanas sem novos registros.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde.

Ituri, epicentro do surto na RDC, enfrenta desafios adicionais

O 17º surto de ebola na RDC foi oficialmente declarado em 15 de maio, após uma série de mortes na província de Ituri, localizada no nordeste do país. Essa região, conhecida por sua riqueza em minerais, é também palco de atividade de grupos armados, o que adiciona complexidade aos esforços de contenção e resposta à epidemia. Casos da doença também foram identificados em outras quatro províncias congolesas.

Alerta sobre a velocidade de disseminação e a busca por tratamentos

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, expressou preocupação com a velocidade com que o surto se alastrou, qualificando-o como o mais rápido de todos os surtos anteriores da doença. Apesar dos esforços intensificados de resposta, Thierno Balde, coordenador da OMS para a gestão da cepa Bundibugyo na RDC, admitiu que o surto ainda está à frente das equipes de saúde e que o país se encontra na fase de recuperação. Atualmente, não há vacina ou tratamento aprovado especificamente para a cepa Bundibugyo, responsável por esta onda de infecções. No entanto, a OMS reportou avanços promissores, com testes em andamento para dois tratamentos potenciais, além de uma vacina e uma profilaxia pós-exposição.

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