Relator quer votar regulamentação de big techs ainda em 2024
Relator quer votar regulamentação de big techs ainda em 2024

Relator quer votar regulamentação de big techs ainda em 2024

Projeto de lei sobre concorrência no mercado digital pode ser votado até dezembro O deputado federal Aliel Machado (PV-PR), relator do projeto de regulamentação concorrencial das big techs na Câmara, expressou o desejo de colocar a proposta em votação ainda neste ano, com o objetivo de concluir a tramitação no Congresso Nacional até dezembro. A […]

Resumo

Projeto de lei sobre concorrência no mercado digital pode ser votado até dezembro

O deputado federal Aliel Machado (PV-PR), relator do projeto de regulamentação concorrencial das big techs na Câmara, expressou o desejo de colocar a proposta em votação ainda neste ano, com o objetivo de concluir a tramitação no Congresso Nacional até dezembro. A articulação ganhou força após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que defendeu a regulação das plataformas digitais em seu discurso de vitória.

Machado já conversou com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e planeja discutir o texto com líderes partidários em uma reunião agendada para esta terça-feira (3). O relator considera que a composição atual do Congresso representa uma janela de oportunidade que pode se fechar com a posse dos novos parlamentares em 2025.

“Se não aprovar agora, depois é que não aprova. Temos que votar na Câmara e no Senado até o final do ano”, afirmou Machado em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada na última sexta-feira (30).

Preocupação com nova legislatura

A principal preocupação do relator e do governo reside na possibilidade de a bancada de oposição eleita para a próxima legislatura dificultar a aprovação da proposta. Nos últimos anos, diversas iniciativas voltadas ao combate a fake news, à transparência de algoritmos e à regulamentação de plataformas digitais encontraram resistência parlamentar e acabaram sendo paralisadas.

O projeto em discussão foca especificamente na concorrência dentro do mercado digital, não prevendo regras para o controle de conteúdo publicado nas plataformas. A proposta visa ampliar os poderes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para fiscalizar grandes empresas de tecnologia, estabelecendo obrigações para impedir práticas que prejudiquem a livre concorrência.

Novas regras para gigantes da tecnologia

Empresas como Google, Meta e Microsoft estariam entre as que podem ser afetadas pelas novas regras. O texto propõe a classificação de certas companhias como de relevância sistêmica, sujeitando-as a exigências específicas para reduzir barreiras de entrada e evitar a concentração de mercado.

Adicionalmente, o projeto prevê a criação de uma Superintendência de Mercados Digitais dentro do Cade, uma estrutura dedicada a acompanhar e fiscalizar as grandes plataformas. Atualmente, essa função é desempenhada pela Superintendência-Geral do órgão.

O presidente Lula reiterou a defesa da regulamentação durante seu discurso de vitória, mencionando a necessidade de o país enfrentar a influência estrangeira exercida por meio das plataformas digitais. “Tivemos que vencer a intromissão vinda de fora para dentro através de plataformas digitais”, declarou o presidente.

Além do governo, partidos do chamado Centrão também demonstraram interesse em avançar na discussão sobre o ambiente digital. Recentemente, Arthur Lira anunciou a criação de um grupo de trabalho para regular a propaganda eleitoral nas redes sociais, buscando equiparar as penalidades às veiculadas na mídia tradicional.

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