Michelle Bolsonaro encerra crise com Flávio Bolsonaro e foca em campanha
Michelle Bolsonaro (PL-DF) declarou nesta terça-feira (11) que colocou um ponto final na recente crise com seu enteado, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração ocorreu após um encontro entre os dois para a gravação de materiais de campanha, o primeiro desde a desavença que veio a público. “Colocamos a pedra [na desavença]. Qual família é perfeita, né? Levanta a mão aí quem não tem problema na família. Graças a Deus, conversamos, nos unimos em prol de algo muito maior para nossa nação”, afirmou Michelle a jornalistas, descrevendo o reencontro como “ótimo” e destacando o “espírito de união” entre os envolvidos.
A candidata ao Senado pelo Distrito Federal ponderou sobre sua participação em eventos de campanha ao lado de Flávio, indicando que sua presença em outros estados pode ser limitada. A necessidade de cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, exige sua atenção em casa. “Para estar aqui hoje pela manhã já não foi tão fácil. Eu tenho que deixar tudo pronto em casa e pedir ajuda para minha funcionária poder ficar um pouquinho a mais até eu chegar. Então, viajar não sei como vai ser, vamos ver um dia de cada vez”, explicou.
Michelle assegurou que Flávio poderá contar com seu apoio através das redes sociais e da força feminina do PL. Anteriormente presidente do PL Mulher, ela deixou o cargo após relatar ter se sentido “humilhada” pelo senador. Sobre a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice na chapa de Flávio, Michelle expressou um desejo anterior por uma vice-mulher, mas declarou apoio caso o candidato demonstre um “olhar especial para as mulheres, para as mães atípicas, enfim, para todas aquelas que precisam”.
Posicionamento sobre Ciro Gomes e relações familiares
Michelle reiterou sua forte oposição à aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) para o governo do Ceará, classificando a posição como “visceral”. Ela relembrou que o PDT, partido de Ciro, foi um dos responsáveis pela ação que levou à inelegibilidade de Jair Bolsonaro. “Sou, sim, contra essa aliança com Ciro Gomes. É visceral. O meu marido hoje está inelegível por conta do partido dele. Não guardo mágoa, mas é uma questão de coerência, bom senso”, declarou.
Questionada sobre a relação com os outros filhos de Bolsonaro, Eduardo e Carlos, Michelle evitou responder diretamente, afirmando que não quer “polarizar” e que as coisas “vão se ajustando aos poucos”. Ela enfatizou que seu “coração é limpo” e que “não guarda mágoa de ninguém”, pois esse sentimento a impediria de viver. Apesar da crise superada com Flávio, a ex-primeira-dama reforçou que a situação com Ciro Gomes permanece um ponto de discórdia pessoal e política, embora tenha ressaltado que o abraço e as orações com o enteado selaram a paz familiar. As informações foram reunidas a partir de declarações da ex-primeira-dama a jornalistas.
