Em discurso no Maranhão, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que, caso reeleito, buscará um quarto mandato presidencial com foco em vitórias históricas e em superar os adversários bolsonaristas. O petista afirmou que esta será sua última disputa pelo Palácio do Planalto e expressou confiança na derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu oponente no segundo turno.
A declaração de Lula ocorreu durante agenda de campanha em São Luís, onde ele agradeceu o apoio recebido e se disse “convencido” de que sairá vitorioso no próximo domingo (25). “Saio daqui convencido que vamos dar novamente uma surra nos bolsonaristas”, afirmou o presidente, em referência direta aos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em seu pronunciamento, Lula também delineou as prioridades para um eventual novo governo. Entre as promessas, destacam-se a expansão do programa Pé-de-Meia para estudantes do ensino médio e universitários, a geração de empregos, o fomento à formação profissional e o incentivo às indústrias digital, verde e criativa. As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo portal G1 e pela agência de notícias Reuters.
Desafio mútuo de sigilos
No mesmo dia, em um evento anterior na capital maranhense, Lula anunciou que seus advogados apresentaram um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico não apenas dele, mas também de seus familiares. A iniciativa, no entanto, foi condicionada à reciprocidade de Flávio Bolsonaro, que deveria autorizar a mesma medida para si e seus parentes.
“Porque eu estou disposto que a sociedade brasileira saiba quem é ladrão nesse país, quem é corrupto. Vamos ver se ele tem coragem de abrir a vida secreta dele”, declarou Lula, desafiando o senador a aceitar a divulgação das informações. O pedido protocolado no TSE abrange empresas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores, bem como contas bancárias em que figurem como responsáveis financeiros ou “usuários master”.
O documento menciona uma empresa registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, a Alcazar Holdings, ligada ao advogado Willer Tomaz, e aponta que Flávio Bolsonaro teria autorização para movimentar uma conta da companhia, segundo investigações da Polícia Federal. A solicitação inclui o próprio Lula, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva e os filhos do presidente, como Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha). Do lado da família Bolsonaro, o pedido abrange Flávio, sua esposa Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro e os filhos Carlos, Eduardo e Jair Renan.
Os advogados de Lula argumentam que a divulgação dos dados de ambos os candidatos antes do segundo turno é crucial para que os eleitores possam avaliar as informações antes de proferir seu voto. A petição também invoca princípios constitucionais de probidade administrativa e moralidade no exercício de cargos públicos. O caso será relatado pelo ministro André Mendonça no TSE, que, segundo a campanha petista, é um aliado de Flávio Bolsonaro.
