Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que o chefe do Executivo passa por um processo de “bidenização”, o que, segundo ele, representa um risco para o país. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Market Makers na quinta-feira (6), onde o senador também abordou a candidatura presidencial, defendeu o irmão Eduardo Bolsonaro e apresentou propostas econômicas.
Ao comparar Lula a Joe Biden, Flávio Bolsonaro esclareceu que a “bidenização” se refere a um “raciocínio, ideias atrasadas, alguém que não está conectado ao mundo real”, e não à idade do presidente. O senador atribuiu a condução da política externa do governo federal ao que chamou de isolamento internacional do Brasil e ao enfraquecimento das relações com os Estados Unidos. Ele descartou a possibilidade de desistir de sua candidatura ou de ceder espaço para outro nome da direita, negando falhas em sua campanha.
A equipe de Flávio Bolsonaro, que se apresenta como pré-candidato à presidência, já elabora propostas para reduzir gastos públicos e reorganizar as contas do governo em caso de eleição. Segundo Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e aliada do senador, o grupo prepara projetos de lei e emendas constitucionais para serem apresentados durante o período de transição. A preocupação com a dívida pública, estimada por eles em R$ 8 bilhões diários devido à taxa Selic, é um dos focos, com a defesa de um ajuste fiscal para equilibrar as finanças e reduzir os juros.
Em outra frente, Flávio Bolsonaro defendeu seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, diante da taxação imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O senador afirmou que Eduardo manteve diálogo com autoridades norte-americanas sobre democracia e liberdade de expressão, mas negou sua participação em qualquer articulação para a adoção das tarifas. “Ele merece ser reconhecido pela coragem. Em nenhum momento o Eduardo trabalhou para prejudicar o Brasil”, declarou, reforçando que a decisão americana seria uma consequência da política externa de Lula.
As informações foram reunidas a partir de declarações do senador Flávio Bolsonaro em entrevista ao podcast Market Makers.
