Brasil se prepara para enfrentar a Escócia em reencontro de Copa do Mundo
Após os primeiros jogos na Copa do Mundo de 2026, o Brasil volta suas atenções para o próximo adversário na fase de grupos: a Escócia. O confronto, que acontece nesta quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), em Miami, remete à abertura da Copa de 1998, na França, quando os brasileiros saíram vitoriosos por 2 a 1.
A partida marca o retorno da Escócia à principal competição do futebol mundial após uma ausência de 28 anos. A última participação da equipe em um Mundial foi justamente em 1998. Sob o comando do técnico Steve Clarke, os escoceses garantiram a vaga com uma campanha sólida nas Eliminatórias da UEFA, liderando seu grupo.
A Escócia chega ao torneio com uma vitória e uma derrota em seus jogos iniciais, ocupando a terceira posição no grupo C, atrás do Brasil. A equipe busca, pela primeira vez em sua história, avançar para a fase de mata-mata de um grande torneio internacional. Conforme informações divulgadas pela BBC News Brasil, a seleção tem um histórico de apenas 17% de vitórias em 35 partidas em competições desse porte, com o último triunfo significativo ocorrendo há 30 anos, na Eurocopa.
Expectativas sobre o desempenho escocês
Em campo, a Escócia é esperada como uma equipe sólida, agressiva e bem organizada, com um forte espírito coletivo e união entre os jogadores. A recente renovação do contrato do técnico Steve Clarke, em maio, reforça a estabilidade do projeto da seleção.
O meio-campo é apontado como o setor mais promissor da equipe. John McGinn, do Aston Villa, vem de uma temporada destacada em termos de participações em gols. Scott McTominay, eleito o melhor jogador da Serie A em 2024-25, também segue em boa fase. No ataque, Lawrence Shankland, com boa forma recente, pode ser a aposta para a produção ofensiva.
Pontos de atenção e jogadores-chave
Um dos pontos fracos da Escócia reside na pouca profundidade do elenco, o que torna a perda de jogadores-chave um risco considerável. O lateral-direito Aaron Hickey tem tido poucos minutos em clubes desde fevereiro, levantando dúvidas sobre sua condição física. No gol, o veterano Craig Gordon, aos 43 anos, pode ser o titular, o que o colocaria como o segundo jogador mais velho a disputar uma Copa do Mundo.
Outras opções para o gol, Liam Kelly e Angus Gunn, não têm sido titulares em seus clubes. O técnico Steve Clarke pode optar por um esquema com cinco defensores contra adversários mais fortes, com Kieran Tierney atuando como zagueiro.
Destaques individuais a serem observados incluem John McGinn, peça fundamental no Aston Villa com 10 gols e 7 assistências na última temporada; Scott McTominay, cujo gol de bicicleta nas eliminatórias se tornou icônico e que participa diretamente de 15 gols pela Escócia desde 2023; e Lawrence Shankland, artilheiro com média de um gol a cada 86 minutos pela seleção.
A trajetória de Steve Clarke e a classificação histórica
Steve Clarke coleciona um feito notável ao conquistar três grandes torneios como treinador principal, sendo o primeiro a levar a Escócia a duas Eurocopas consecutivas e, agora, a uma Copa do Mundo após 26 anos. A classificação para o Mundial de 2026 foi garantida em uma noite memorável, com a vitória por 4 a 2 sobre a Dinamarca em Hampden Park, um resultado que selou a vaga direta.
O jogo contra a Dinamarca foi marcado por três golaços: uma bicicleta de Scott McTominay, um chute de longa distância de Kieran Tierney e um gol do meio-campo de Kenny McLean, que sacramentou a classificação.
Um fato curioso é a possível participação do goleiro Craig Gordon, de 43 anos. Caso entre em campo, ele se tornará o segundo jogador mais velho a disputar um Mundial, atrás apenas do egípcio Essam El Hadary, que jogou aos 45 anos em 2018.
