Defesa de Bolsonaro busca ampliar sessões de fisioterapia e relata oscilações de pressão
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um pedido junto ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, solicitando a ampliação do tempo dedicado às sessões de fisioterapia. Atualmente com duração de uma hora, os advogados pleiteiam que o período seja estendido para duas horas diárias, argumentando que o tempo atual é insuficiente para a realização de todos os procedimentos necessários à recuperação do ex-presidente.
Os documentos anexados ao pedido incluem um relatório do fisioterapeuta Kleber Antonio Caiado de Freitas, que detalha a necessidade de concentrar em uma mesma sessão exercícios de mobilidade, fortalecimento, técnicas de liberação miofascial e aplicação de recursos terapêuticos. Em paralelo, um laudo do médico Brasil Ramos Caiado informa que Bolsonaro tem apresentado episódios de elevação da pressão arterial desde a última comunicação, embora as oscilações permaneçam dentro dos limites considerados normais. A dieta do ex-presidente continua sob controle rigoroso, com foco na acidez e no teor de sódio.
Persistência de sintomas e liberação de visitas
O relatório médico também aponta para a persistência de episódios de soluço, apesar da diminuição em frequência e intensidade. O desequilíbrio corporal e a sonolência diurna, efeitos colaterais de medicamentos, ainda são mencionados, com os cuidados atuais voltados para a redução do risco de quedas e do refluxo gastroesofágico. O pedido de ampliação da fisioterapia ocorre em um momento em que o ex-presidente teve autorizada a visita de dois de seus filhos, Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro, após o término da suspensão de 30 dias para encontros familiares. No entanto, o senador Flávio Bolsonaro segue com restrição de visitas por mais 90 dias, período que se estenderá após o primeiro turno das eleições.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela defesa do ex-presidente e reportagens sobre o caso.
