Campanha de Flávio Bolsonaro contesta TSE e acusa canal pró-Lula de burlar fiscalização
Campanha de Flávio Bolsonaro contesta TSE e acusa canal pró-Lula de burlar fiscalização

Campanha de Flávio Bolsonaro contesta TSE e acusa canal pró-Lula de burlar fiscalização

Campanha de Flávio Bolsonaro acusa canal de desinformação e contesta relatório do TSE A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República contestou, nesta segunda-feira (12), as conclusões de um relatório técnico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento não havia encontrado fake news em conteúdos compartilhados pelo canal “Exército do Lula” no WhatsApp, […]

Resumo

Campanha de Flávio Bolsonaro acusa canal de desinformação e contesta relatório do TSE

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República contestou, nesta segunda-feira (12), as conclusões de um relatório técnico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento não havia encontrado fake news em conteúdos compartilhados pelo canal “Exército do Lula” no WhatsApp, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Em nota, a equipe do senador reiterou a acusação de que o canal é utilizado para a “difusão em massa também de conteúdo abertamente desinformativo”, com a estratégia de “apagar sistematicamente comandos e os conteúdos disparados, justamente para inviabilizar” a fiscalização.

A campanha de Bolsonaro informou ter realizado o espelhamento em tempo real das atividades do canal e já apresentou o conteúdo à Secretaria Judiciária do TSE. “Proibir a disseminação de fake news e combater canais que deliberadamente se comportam de forma a burlar os mecanismos de controle não é e nem nunca foi censura. É obrigação legal”, afirmou a nota. Segundo a equipe do senador, a dinâmica de apagamento de conteúdo ficou evidente na madrugada de 8 de outubro, quando 219 publicações teriam sido removidas em um intervalo de 18 minutos.

Dinâmica de apagamento de conteúdo e decisões judiciais

O comunicado detalha que, após Janones anunciar que “não divulgará uma única fake news até o final da campanha”, 219 publicações foram apagadas em 18 minutos. Entre os conteúdos removidos estariam links e ordens que conectavam o canal a vídeos sobre a “falsa informação do cancelamento do reajuste do Bolsa Família e de redução de aposentadorias”. A campanha de Flávio Bolsonaro ressalta que, apesar de removidos do canal de WhatsApp, os vídeos continuaram ativos em outras redes sociais, somando centenas de milhares de visualizações.

O caso envolveu decisões conflitantes no TSE. Inicialmente, o presidente da Corte, Nunes Marques, atendeu a um pedido de Flávio Bolsonaro e suspendeu o canal no domingo (11). Contudo, horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a ordem e liberou o canal. Cueva já analisava o pedido da campanha do PL e havia solicitado mais informações. A equipe de Flávio Bolsonaro criticou a atuação do corregedor, alegando que solicitou sigilo de justiça para preservar dados antes que fossem destruídos pela Meta, controladora do WhatsApp. No entanto, segundo a campanha, o ministro retirou o sigilo dos autos dois dias após o protocolo, sem determinar a preservação prévia das informações, o que teria inviabilizado a apuração. As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela campanha de Flávio Bolsonaro.

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