Advogado ligado a Donald Trump critica decisão do STF sobre votação no Brasil
Martin De Luca, que representa a Trump Media e a plataforma Rumble, manifestou forte desaprovação em relação à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender o horário de votação em cidades brasileiras no último domingo (25). A crítica central reside na forma como a decisão foi tomada, sem uma deliberação prévia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e na rapidez com que o ministro agiu após um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), De Luca questionou a celeridade da intervenção de Zanin, sugerindo que a decisão foi proferida em poucos minutos, possivelmente antes mesmo de uma análise aprofundada da petição. O advogado também destacou o histórico de Zanin como advogado de defesa de Lula em processos criminais, levantando preocupações sobre a imparcialidade na decisão.
“Em vez de aguardar uma decisão do TSE, Lula imediatamente pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin que determinasse a manutenção das urnas abertas sem qualquer decisão do TSE. Em questão de minutos (Zanin sequer leu a petição?), as urnas foram mantidas abertas por Zanin”, escreveu De Luca, expressando seu ceticismo.
Dúvidas sobre reconhecimento internacional e comparações com Maduro
O advogado de Trump foi além ao questionar se a comunidade internacional reconheceria o resultado de uma eleição cujos procedimentos, segundo ele, foram manipulados. De Luca classificou o episódio como uma “manipulação flagrante das eleições” e afirmou que o Brasil não deveria esperar reconhecimento internacional sob tais circunstâncias. A crítica culminou em uma comparação direta com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ao perguntar se Lula estaria prestes a se tornar “o próximo Nicolás Maduro”.
A declaração final de De Luca expressou um desejo de que tal cenário não se concretize: “Pelo bem do Brasil, rezo para que não seja esse o caso.” A intervenção do advogado estrangeiro adiciona uma camada de complexidade ao debate sobre a autonomia e a transparência dos processos eleitorais brasileiros, especialmente em um contexto de polarização política.
