O Estado que Mudou o Rumo da Eleição
Apesar de um mapa eleitoral que, à primeira vista, mantém semelhanças com o primeiro turno, a eleição presidencial deste ano teve um ponto de virada decisivo: Minas Gerais. O estado, historicamente considerado o fiel da balança nas disputas presidenciais, reverteu seu voto, saindo de uma vitória para Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno para uma liderança de Lula (PT) no segundo. Essa mudança foi fundamental para a reeleição do petista, que obteve 51,79% dos votos válidos em nível nacional.
No primeiro turno, Bolsonaro havia conquistado 14 estados e o Distrito Federal, contra 12 estados de Lula. Na etapa final, Lula adicionou Minas Gerais à sua lista, totalizando 13 estados e confirmando sua vitória. Em Minas Gerais, a virada foi expressiva: Lula passou de 43,33% para 50,40% dos votos válidos, enquanto Bolsonaro caiu de 48,24% para 49,60%.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e veiculados por veículos de imprensa.
Avanço Geral do Petista em Todo o País
De maneira geral, a análise do desempenho eleitoral mostra um avanço de Lula sobre seu oponente em praticamente todos os estados. No Rio de Janeiro, reduto da família Bolsonaro, o petista cresceu de 39,41% para 46,90%. Flávio Bolsonaro, por sua vez, teve um acréscimo modesto de apenas 0,9 ponto percentual no estado.
Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, Lula também registrou um crescimento mais acentuado. Ele saltou de 38,20% para 46,15%, enquanto Bolsonaro foi de 51,93% para 53,85%. Mesmo em Roraima, estado que apresentou a maior vantagem para Bolsonaro no primeiro turno, Lula demonstrou um avanço significativo de 4,68 pontos percentuais, superando o crescimento de 1,4 ponto percentual do senador do PL.
Nordeste Confirma a Votação em Lula
A região Nordeste manteve sua forte adesão a Lula, com o petista vencendo nos nove estados da região em ambos os turnos. A votação no Nordeste se tornou ainda mais expressiva para o presidente reeleito no segundo turno. No Piauí, por exemplo, Lula ampliou sua margem, passando de 70,99% para 75,88% dos votos válidos.
Na Bahia, o maior colégio eleitoral nordestino e o quarto maior do Brasil, Lula reafirmou sua liderança regional, alcançando 71,31% dos votos válidos, um avanço em relação aos 66,17% obtidos no primeiro turno. Bolsonaro, neste cenário, teve um crescimento mínimo de 0,16 ponto percentual no estado.
