Renan Santos opta por não votar no segundo turno e intensifica ataques a Flávio Bolsonaro
O ex-candidato à presidência da República, Renan Santos (Missão), declarou que se absterá de votar no segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (25). Embora não tenha manifestado apoio a nenhum dos dois concorrentes, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Renan concentrou suas críticas no senador do PL, argumentando que uma eventual vitória deste representaria um risco maior de concentração de poder no país.
A assessoria de Renan Santos confirmou que ele passará o dia da votação em sua residência em Vinhedo, interior de São Paulo, ao lado de sua família. “Eu não vou votar. A última vez eu pedi voto nulo. Dessa vez eu tô falando: votem em quem quiserem”, afirmou o ex-presidenciável.
Renan Santos, que obteve 2,24% dos votos válidos no primeiro turno (2.675.887 votos), conquistou uma parcela do eleitorado de direita, mas decidiu não endossar a candidatura de Flávio Bolsonaro nem a de Lula. Ao justificar sua posição, o ex-candidato criticou o que chamou de “excesso de confiança” por parte dos aliados do senador do PL, avaliando que as pesquisas indicam uma disputa mais acirrada do que o grupo parece perceber.
Críticas direcionadas a Flávio Bolsonaro
O posicionamento de Renan Santos vai além da questão eleitoral. Ele apontou um “perigo do acúmulo do poder” caso Flávio Bolsonaro seja eleito, contrastando com a visão de que Lula enfrentaria dificuldades para aprovar reformas significativas no Congresso, como Propostas de Emenda à Constituição (PECs). As críticas de Renan ao senador do PL não se limitaram à governabilidade, incluindo acusações de corrupção, questionamentos sobre alianças políticas e a falta de um projeto consistente para o Brasil no discurso do grupo bolsonarista, conforme manifestações após o primeiro turno.
Apesar da posição pessoal de Renan Santos, o partido Missão definiu por uma neutralidade oficial no segundo turno, liberando seus filiados e eleitores para escolherem livremente entre os candidatos. Renan, por sua vez, sustenta que um alinhamento com qualquer uma das candidaturas comprometeria a construção de um projeto político independente para o futuro.
