Estudo pioneiro decifra ligação entre genética e longevidade canina
Cães de grande porte vivem, em média, significativamente menos do que seus pares menores. Uma nova pesquisa publicada na revista científica Science sugere que a razão para essa discrepância pode estar na forma como certas regiões do DNA canino são ativadas ou desativadas ao longo do envelhecimento. Ao que parece, essas mudanças regulatórias conferem aos cães maiores uma “idade biológica” superior à sua idade cronológica.
O estudo, liderado por Noah Snyder-Mackler da Universidade do Estado do Arizona, analisou as modificações na regulação do genoma em quase 900 cães, incluindo raças puras e vira-latas. A coleta de amostras de DNA ao longo de até quatro anos consecutivos permitiu aos pesquisadores observar as dinâmicas de ativação e desativação gênica conforme os animais envelheciam. Este período temporal é crucial, pois representa uma parcela considerável do ciclo de vida canino, chegando a quase metade para raças grandes e cerca de 25% para a expectativa de vida média geral.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela revista Science.
Relógio epigenético revela disparidade na idade biológica
A metodologia empregada envolveu o mapeamento do padrão de metilação do DNA canino, um processo que consiste na adição de pequenos grupos metila ao material genético. Esses grupos metila geralmente
