Índia, próxima adversária do Brasil, vive momento de fragilidade no futebol
Índia, próxima adversária do Brasil, vive momento de fragilidade no futebol

Índia, próxima adversária do Brasil, vive momento de fragilidade no futebol

Seleção indiana chega para amistoso contra o Brasil embalada por sequência negativa e com foco na evolução A Índia, que enfrentará o Brasil em um amistoso neste sábado (3), em Calcutá, chega para o confronto marcada por resultados recentes que evidenciam suas dificuldades no cenário internacional. A equipe não conseguiu avançar da primeira fase das […]

Resumo

Seleção indiana chega para amistoso contra o Brasil embalada por sequência negativa e com foco na evolução

A Índia, que enfrentará o Brasil em um amistoso neste sábado (3), em Calcutá, chega para o confronto marcada por resultados recentes que evidenciam suas dificuldades no cenário internacional. A equipe não conseguiu avançar da primeira fase das Eliminatórias Asiáticas para a Copa do Mundo de 2026, ficando atrás de seleções como Qatar e Kuwait, e superando apenas o Afeganistão em saldo de gols. A campanha incluiu uma vitória, dois empates e três derrotas.

A situação se repetiu na disputa por uma vaga na Copa da Ásia. Após duas participações consecutivas no torneio continental (2019 e 2023), a seleção indiana amargou a última colocação em seu grupo classificatório, que contava com Singapura, Hong Kong e Bangladesh. Esses resultados recentes expõem a fragilidade da equipe e colocam o amistoso contra o Brasil como um teste de fogo para a evolução do futebol indiano.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela reportagem.

Ambições em amistosos contra gigantes europeus

Apesar do histórico recente pouco expressivo, a Índia busca aproveitar a atual “data Fifa” para medir forças com seleções de ponta. Além do Brasil, a equipe asiática, que ocupa a 138ª posição no ranking da Fifa, tem agendados amistosos contra o Panamá, com quem empatou em 1 a 1 no último sábado, e contra o Uruguai, em 6 de outubro. Esses jogos servem como laboratório para a equipe.

O goleiro indiano Sandhu, atleta do Bengaluru, reconheceu a dificuldade do confronto com a seleção brasileira. “Nosso próximo jogo será o mais difícil adversário que eu enfrentei, ao menos em minha carreira internacional. O desafio será ainda maior, mas vamos fazer o nosso melhor”, afirmou. Ele destacou a importância de focar no próprio desempenho: “Não podemos pensar no que o Brasil pode fazer, mas no que nós podemos fazer para incomodá-los.”

Pouca experiência internacional e busca por consistência

A convocação da seleção indiana para os amistosos revela uma base predominantemente local. Dos 26 jogadores chamados, apenas o goleiro Som Kumar atua fora do país, defendendo o ND Slovan, da segunda divisão da Eslovênia. Os demais atletas jogam no campeonato nacional, com quatro deles integrando o elenco do atual campeão, o East Bengal.

A equipe indiana está há cinco partidas sem vencer, com um retrospecto de um empate e quatro derrotas em seus amistosos mais recentes. Antes do empate com o Panamá, a seleção havia registrado um empate e uma derrota contra o Tajiquistão, além de duas derrotas para Zimbábue e Jamaica. A última vitória da Índia ocorreu em março, contra Hong Kong, pelas eliminatórias da Copa da Ásia.

O ex-jogador Bruno Coutinho, brasileiro naturalizado indiano e com passagem pela seleção do país, ressalta a necessidade de um trabalho consistente. “Temos que jogar mais contra times grandes. Primeiro a Índia tem que estar entre as dez melhores da Ásia para depois pensar em grandes coisas. Um ou dois jogos não vão mudar tudo, a Índia tem que trabalhar com consistência e crescer como uma nação do futebol”, declarou.

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