Fux concede 10 dias para Alcolumbre explicar acesso de citados no caso Master ao Senado
Fux concede 10 dias para Alcolumbre explicar acesso de citados no caso Master ao Senado

Fux concede 10 dias para Alcolumbre explicar acesso de citados no caso Master ao Senado

Ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se manifeste em até 10 dias sobre a liberação de registros de acesso ao Congresso. A decisão atende a um mandado de segurança impetrado pelo vereador curitibano Guilherme Kilter (Novo), que busca informações sobre a entrada de oito […]

Resumo

Ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se manifeste em até 10 dias sobre a liberação de registros de acesso ao Congresso. A decisão atende a um mandado de segurança impetrado pelo vereador curitibano Guilherme Kilter (Novo), que busca informações sobre a entrada de oito pessoas no Senado, incluindo a esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O caso gira em torno de um pedido de acesso à informação feito por Kilter, com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), para obter registros de entrada e saída de indivíduos citados em investigações relacionadas ao escândalo financeiro do Banco Master. O vereador alegou que o Legislativo se negou a fornecer “informações de caráter pessoal”, o que motivou a ação judicial.

Na decisão, Fux considerou que a divulgação dos registros de acesso às dependências do Senado não configura “violação da intimidade ou de informações pessoais”. O ministro entendeu que tais informações são de “fato da vida pública, politicamente relevante e de interesse coletivo”, justificando assim a necessidade de transparência para o controle social. Com isso, determinou que a Advocacia do Senado apresente sua manifestação sobre o pedido.

Além de Viviane Barci e Daniel Vorcaro, o pedido de Guilherme Kilter também abrangeu registros de acesso de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O vereador havia protocolado três solicitações de acesso à informação ao Senado entre os dias 4 e 5 de fevereiro de 2026, buscando dados desde 1º de fevereiro de 2019.

Inicialmente, o ministro Alexandre de Moraes foi sorteado como relator do caso, mas se declarou impedido de julgar a matéria, levando à redistribuição para Luiz Fux. A ação busca reverter a negativa do Senado em fornecer os registros, argumentando que a transparência é fundamental para a fiscalização pública.

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