Flávio Bolsonaro promete indicar ministros 'contra aborto, drogas e injustiças' ao STF
Flávio Bolsonaro promete indicar ministros ‘contra aborto, drogas e injustiças’ ao STF

Flávio Bolsonaro promete indicar ministros ‘contra aborto, drogas e injustiças’ ao STF

Flávio Bolsonaro detalha planos para o STF e segurança pública O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou que, caso eleito, pretende indicar ao Supremo Tribunal Federal (STF) ministros com perfil conservador, contrários ao aborto e ao uso de drogas. Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record, o senador afirmou que buscará nomes “patriotas” […]

Resumo

Flávio Bolsonaro detalha planos para o STF e segurança pública

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou que, caso eleito, pretende indicar ao Supremo Tribunal Federal (STF) ministros com perfil conservador, contrários ao aborto e ao uso de drogas. Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record, o senador afirmou que buscará nomes “patriotas” e comprometidos com a segurança jurídica para, segundo ele, restaurar a “credibilidade” da Corte.

“Vou indicar homens e mulheres que sejam comprometidos em serem contra o aborto, em serem contra as drogas e que não usem a caneta para fazer injustiça com ninguém”, disse Flávio. Ele ressaltou que os indicados deverão ter o perfil de pessoas capazes de “trazer segurança jurídica de volta e resgatar a credibilidade do Supremo”. As declarações foram divulgadas neste domingo (30).

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela Record.

Posicionamento sobre jornada de trabalho e crime organizado

No campo da segurança pública, Flávio Bolsonaro adiantou que uma de suas primeiras medidas seria classificar organizações criminosas como PCC, Comando Vermelho e milícias como grupos terroristas. “Nós vamos tratar o crime organizado como uma ameaça à segurança nacional”, explicou.

Questionado sobre a proposta que visa o fim da escala de trabalho 6×1, o candidato evitou tomar uma posição direta no Senado. Em vez de apoiar ou rejeitar a medida em discussão no Congresso, Flávio defendeu a liberdade de negociação entre trabalhadores e empregadores para definir jornadas. “Eu defendo a liberdade do trabalhador. O trabalhador vai trabalhar quantas horas ele quiser. Ele vai ter a flexibilidade, a liberdade de decidir e vai ser remunerado pela quantidade de horas que ele quer trabalhar”, afirmou.

Financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro e papel do ex-presidente

Flávio Bolsonaro também foi abordado sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória de seu pai, Jair Bolsonaro. O senador negou irregularidades e assegurou que a produção não contou com verbas públicas. Segundo ele, a produtora responsável pelo filme realizou a prestação de contas e uma perícia teria concluído pela ausência de uso de recursos públicos ou outras irregularidades. Ele ainda destacou que o patrocínio teve início em 2025, após a saída de Jair Bolsonaro da Presidência.

“Não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar um patrocínio privado, para uma empresa privada, sem nada de dinheiro público. Não fui buscar a Lei Rouanet”, declarou. O filme ganhou destaque após o site Intercept Brasil divulgar conversas entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, nas quais o candidato do PL solicita recursos para a produção cinematográfica. Conforme o Intercept, Vorcaro teria destinado R$ 61 milhões para o filme entre fevereiro e maio de 2025.

Em relação ao papel do ex-presidente Jair Bolsonaro em um eventual governo, Flávio expressou o desejo de mantê-lo próximo, atuando como conselheiro. “Se ele quiser participar, vai participar. Se não quiser, não vai. Isso é uma decisão dele. Eu quero meu pai perto de mim, mas a decisão é dele”, disse.

Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após condenação do STF por tentativa de golpe de Estado. Flávio criticou a decisão, afirmando que “Meu pai foi condenado pelos inimigos dele. Não foi pela Justiça, foi por pessoas que são inimigas dele”. O candidato também se manifestou a favor da anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro, indicando que, caso o Congresso não aprove tal medida, pretende utilizar as prerrogativas presidenciais para conceder indultos.

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