Janja pede bloqueio imediato do Discord após caso de suicídio de adolescente
Janja pede bloqueio imediato do Discord após caso de suicídio de adolescente

Janja pede bloqueio imediato do Discord após caso de suicídio de adolescente

Governo quer tirar Discord do ar no Brasil A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, solicitou nesta quinta-feira (6) o bloqueio imediato da plataforma Discord no Brasil. A declaração ocorreu durante a sanção de uma lei que endurece penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes. Janja expressou indignação com o caso de […]

Resumo

Governo quer tirar Discord do ar no Brasil

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, solicitou nesta quinta-feira (6) o bloqueio imediato da plataforma Discord no Brasil. A declaração ocorreu durante a sanção de uma lei que endurece penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes. Janja expressou indignação com o caso de uma menina de 13 anos que teria sido induzida ao suicídio durante uma transmissão ao vivo na plataforma. O Discord permite comunicação por texto, voz e vídeo em tempo real para indivíduos e grupos.

“Eu acho que a gente precisa retirar imediatamente o Discord do ar. A gente precisa bloquear o Discord no Brasil de qualquer forma. A gente precisa encontrar instrumentos para isso acontecer, ministro”, disse a primeira-dama ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. Ela acrescentou: “Eu não posso aceitar ver uma menina de 13 anos se mutilar ao vivo na internet, no Discord, se enforcar e morrer. Eu não consigo admitir um país desse… A gente precisa atuar junto ao Judiciário para retirar essa rede horrorosa do ar”. As informações foram reunidas a partir de declarações divulgadas pela Presidência da República.

Operação Livia e negativa judicial

A manifestação de Janja ocorre após a Operação Livia, deflagrada na última terça-feira (4) pelo Ministério da Justiça. A ação policial, coordenada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, apurou o caso de uma adolescente de 13 anos que teria sido incentivada a matar um animal e, em seguida, desafiada a transmitir o próprio suicídio pela plataforma Discord. A operação resultou na apreensão de cinco menores de idade, com idades entre 13 e 18 anos, em cinco estados do país.

Em resposta à primeira-dama, o secretário Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), Victor Oliveira Fernandes, informou que a autoridade policial havia solicitado a suspensão da plataforma no âmbito da investigação, mas o pedido foi negado pelo juiz responsável pelo caso. Este episódio evidencia as dificuldades em coibir crimes graves que utilizam plataformas digitais como meio de execução e disseminação.

AGU anuncia ação contra a plataforma

O advogado-geral da União, Jorge Messias, anunciou que apresentará uma Ação Civil Pública contra o Discord. O objetivo da ação é pedir a “imediata responsabilização e a retirada de sua utilização pela sociedade brasileira”. A medida busca responsabilizar a plataforma por falhas na moderação de conteúdo que possam ter contribuído para a ocorrência de crimes graves, especialmente contra crianças e adolescentes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou a necessidade de diferenciar liberdade de expressão de atividades criminosas, em especial quando envolvem menores de idade. “Não vamos permitir se confunda a liberdade de expressão, que todos nós defendemos, com genocídio, com assassinato e violência. É preciso ficar claro, [liberdade de expressão] tem limite”, afirmou o presidente, sinalizando o posicionamento do governo em relação à regulação de plataformas digitais e à proteção de vulneráveis.

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