União Europeia acusa TikTok de falhar na proteção de menores contra predadores sexuais
União Europeia acusa TikTok de falhar na proteção de menores contra predadores sexuais

União Europeia acusa TikTok de falhar na proteção de menores contra predadores sexuais

Bruxelas intensifica escrutínio sobre a plataforma, citando riscos de cyberbullying e exposição indesejada A Comissão Europeia comunicou nesta sexta-feira (24) que o TikTok não tem cumprido suas obrigações legais para proteger crianças e adolescentes de riscos online, incluindo cyberbullying e a exposição a predadores sexuais. A alegação central é que as configurações de privacidade destinadas […]

Resumo

Bruxelas intensifica escrutínio sobre a plataforma, citando riscos de cyberbullying e exposição indesejada

A Comissão Europeia comunicou nesta sexta-feira (24) que o TikTok não tem cumprido suas obrigações legais para proteger crianças e adolescentes de riscos online, incluindo cyberbullying e a exposição a predadores sexuais. A alegação central é que as configurações de privacidade destinadas a usuários entre 13 e 17 anos são insuficientes para garantir a segurança adequada.

Embora o TikTok estabeleça configurações de perfil privado e níveis de proteção elevados para menores de 18 anos, a Comissão Europeia aponta que os adolescentes podem, a qualquer momento, alterar suas contas para o modo público. Essa possibilidade, segundo Bruxelas, aumenta significativamente o risco de cyberbullying e de contatos não solicitados. Mesmo com o perfil privado, outras funcionalidades, como as listas de seguidores, ainda permitiriam a visualização de fotos de perfil e de contas que deveriam permanecer protegidas, segundo a análise preliminar.

Essas supostas falhas violam as diretrizes estabelecidas pela Lei de Serviços Digitais (DSA) da União Europeia, que entrou em vigor em fevereiro de 2024. A investigação sobre o cumprimento das regras pelo TikTok está em curso desde então.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo RFI.

TikTok sob pressão por configurações de privacidade e mecanismos viciantes

A Comissão Europeia exige que o TikTok modifique suas configurações para se adequar às exigências legais. Em caso de não conformidade, a plataforma poderá enfrentar multas de até 6% de seu faturamento global, conforme previsto pela DSA. Esta medida faz parte de um esforço mais amplo da UE para proteger os jovens no ambiente digital.

Adicionalmente, no início do ano, a UE já havia solicitado ao TikTok a remoção de recursos considerados “viciantes”, como a rolagem infinita de vídeos, a reprodução automática e notificações push. Segundo Bruxelas, esses mecanismos podem prejudicar o bem-estar físico e mental dos usuários, especialmente dos menores, incentivando o consumo compulsivo de conteúdo e o uso excessivo dos celulares, inclusive durante a noite. O bloco europeu estuda a implementação de um sistema de acesso progressivo e gradual das crianças e adolescentes às plataformas online.

Plataforma defende suas medidas de segurança

Em resposta às acusações, o TikTok afirmou que as contas de menores no aplicativo contam com mais de 50 medidas de privacidade e segurança recomendadas por especialistas. Um porta-voz da empresa destacou que a plataforma é uma das poucas a proibir mensagens diretas para adolescentes mais jovens, demonstrando um compromisso com a proteção de menores online. A empresa reiterou que compartilha o objetivo de proteger os jovens e que está comprometida com melhorias contínuas, buscando manter uma colaboração construtiva com a Comissão Europeia.

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