Oposição no Senado pede urgência para suspender decreto de Lula sobre big techs
Oposição no Senado pede urgência para suspender decreto de Lula sobre big techs

Oposição no Senado pede urgência para suspender decreto de Lula sobre big techs

Oposição no Senado busca suspender regulamentação de big techs Líderes da oposição no Senado Federal protocolaram um pedido de urgência para a tramitação de um projeto de decreto legislativo que visa suspender o decreto presidencial que regulamenta as grandes plataformas de tecnologia (big techs). Assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em maio, o […]

Resumo

Oposição no Senado busca suspender regulamentação de big techs

Líderes da oposição no Senado Federal protocolaram um pedido de urgência para a tramitação de um projeto de decreto legislativo que visa suspender o decreto presidencial que regulamenta as grandes plataformas de tecnologia (big techs). Assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em maio, o decreto entrou em vigor na última segunda-feira (20), mas já enfrenta forte resistência no Congresso.

Os senadores alegam que a medida, ao endurecer o cerco contra as plataformas e ampliar sua responsabilidade pela remoção de conteúdos, mesmo sem determinação judicial prévia, pode gerar restrições excessivas ao fluxo de informações e opiniões na internet. Em justificativa para o requerimento de urgência, os líderes do PP, Doutor Hiran (RR), do PL, Carlos Portinho (RJ), e do PSDB, Plínio Valério (AM), afirmaram que o decreto “cria incentivos para restrições excessivas ao fluxo de informações e opiniões na internet, comprometendo a liberdade de expressão, o pluralismo político e o debate público democrático, especialmente em contextos eleitorais”.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo próprio Senado Federal e pela imprensa.

O que muda com o decreto e por que a oposição reage

O decreto presidencial, em essência, regulamenta o Marco Civil da Internet, lei que já havia sido alvo de interpretações pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Com a vigência da nova regulamentação, as plataformas digitais passam a ser sujeitas à responsabilização judicial caso não monitorem e excluam conteúdos considerados criminosos. Um ponto de especial atenção é o tratamento diferenciado dado aos conteúdos impulsionados: as empresas serão automaticamente consideradas responsáveis por anúncios com material ilícito, independentemente de notificação prévia.

Argumentos sobre o rito legislativo

A oposição sustenta que um tema de tamanha relevância, que impacta diretamente a liberdade de expressão e o debate público, deveria ter sido debatido e aprovado por meio de um projeto de lei, com ampla participação legislativa, e não por decreto presidencial. Citam como argumento o julgamento do STF que derrubou parcialmente o artigo 19 do Marco Civil da Internet, onde os ministros teriam definido que a responsabilidade automática das redes seria válida apenas “enquanto não sobrevier nova legislação”.

Por outro lado, o decreto presidencial afirma buscar “assegurar a liberdade de expressão” ao exigir o respeito à liberdade religiosa, de informação e de crítica ou sátira. Contudo, estabelece que a avaliação da culpa das redes levará em conta a rapidez e a efetividade de sua resposta na remoção de conteúdos considerados inadequados.

Tags:

Veja Também

PGR defende envio de armas de Bolsonaro ao Exército para destruição ou doação

PGR defende envio de armas de Bolsonaro ao Exército para destruição ou doação

Ossos descobertos em Taiwan ampliam o mistério sobre os enigmáticos Denisovanos

Ossos descobertos em Taiwan ampliam o mistério sobre os enigmáticos Denisovanos

Novos fármacos e adesão ao tratamento: a batalha contra o colesterol alto no Brasil

Novos fármacos e adesão ao tratamento: a batalha contra o colesterol alto no Brasil

SUS lança teleatendimento psicológico para mulheres vítimas de violência

SUS lança teleatendimento psicológico para mulheres vítimas de violência

Eduardo Bolsonaro endossa crítica de Allan dos Santos a Michelle Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro endossa crítica de Allan dos Santos a Michelle Bolsonaro