Sarampo acende alerta em São Paulo: 13 casos registrados em 2026 e vacinação é reforçada
Sarampo acende alerta em São Paulo: 13 casos registrados em 2026 e vacinação é reforçada

Sarampo acende alerta em São Paulo: 13 casos registrados em 2026 e vacinação é reforçada

Estado de São Paulo registra alta nos casos de sarampo em 2026, impulsionando campanha de vacinação O estado de São Paulo já contabiliza 13 casos de sarampo em 2026, um aumento significativo em comparação aos dois casos registrados durante todo o ano anterior. A capital paulista concentra a maioria das infecções, com 11 registros, enquanto […]

Resumo

Estado de São Paulo registra alta nos casos de sarampo em 2026, impulsionando campanha de vacinação

O estado de São Paulo já contabiliza 13 casos de sarampo em 2026, um aumento significativo em comparação aos dois casos registrados durante todo o ano anterior. A capital paulista concentra a maioria das infecções, com 11 registros, enquanto São Bernardo do Campo, na região do ABC, soma dois casos. A situação epidemiológica motivou a Secretaria Estadual da Saúde a recomendar a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos.

A medida visa proteger os bebês que ainda não atingiram a idade para a primeira dose de rotina, considerando a proximidade geográfica e o intenso fluxo de pessoas entre esses municípios e a capital, incluindo o Aeroporto de Guarulhos. É fundamental ressaltar que a dose zero não substitui o esquema vacinal completo previsto no Calendário Nacional de Imunização. Crianças que a recebem devem, posteriormente, ser vacinadas com a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose (preferencialmente com a vacina tetraviral) aos 15 meses.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo e pela Prefeitura de São Bernardo do Campo.

Sarampo: Contágio e Sintomas

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida principalmente pelo ar, especialmente em locais fechados e com aglomeração de pessoas. Os sintomas característicos incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e o aparecimento de manchas avermelhadas na pele, que geralmente surgem entre 7 e 14 dias após a exposição ao vírus. A rápida disseminação do vírus é facilitada por sua capacidade de permanecer em suspensão no ar, mesmo após a saída de um indivíduo infectado do ambiente, como explica Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim).

Origem dos Casos e Esforços de Controle

Em São Bernardo do Campo, os dois casos confirmados estão ligados a contatos com um indivíduo infectado na capital paulista. A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo detalhou que os 11 casos na capital envolvem seis mulheres e cinco homens, com idades variando de 5 meses a 53 anos. Desses, cinco são bebês com menos de 1 ano, dois têm 1 ano e quatro são adultos. A vigilância ativa e a vacinação de bloqueio são cruciais para evitar a reintrodução da transmissão sustentada da doença no país.

Contexto Nacional e Importância da Vacinação

O Brasil havia recuperado, em novembro de 2024, o certificado de erradicação do sarampo concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), status perdido em 2018 devido a um surto e à queda nas taxas de vacinação. A perda da certificação ocorre após um ano de transmissão sustentada. Especialistas enfatizam a necessidade de manter as coberturas vacinais acima de 95% e uma vigilância atenta para identificar e conter rapidamente casos suspeitos. Dados recentes do Ministério da Saúde indicam que a cobertura da tríplice viral no Brasil está em 87,05% para a primeira dose e 71,89% para a segunda, índices que precisam ser elevados, especialmente em áreas com maior fluxo e menor cobertura, como a capital paulista, onde os índices são de 48,65% e 44,17%, respectivamente.

Quem Deve se Vacinar

A vacinação é a principal ferramenta de prevenção contra o sarampo. O esquema recomendado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) inclui a dose zero para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos. Para a rotina, a primeira dose da tríplice viral é administrada aos 12 meses e a segunda dose, com a tetraviral, aos 15 meses. Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral, e adultos de 30 a 59 anos, pelo menos uma. Profissionais de saúde, independentemente da idade, precisam comprovar duas doses. É essencial que todos que não completaram o esquema vacinal procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para se imunizar.

Tags:

Veja Também

Lula critica 'banalização' da política e valoriza experiência em detrimento da fama na internet

Lula critica ‘banalização’ da política e valoriza experiência em detrimento da fama na internet

Mulheres lideram compras de cuecas no Brasil, representando até metade das aquisições

Mulheres lideram compras de cuecas no Brasil, representando até metade das aquisições

Pediatria alerta sobre uso de 'canetas emagrecedoras' em crianças e adolescentes

Pediatria alerta sobre uso de ‘canetas emagrecedoras’ em crianças e adolescentes

Cruz Vermelha condena ataques a equipes de combate ao ebola na RDC

Cruz Vermelha condena ataques a equipes de combate ao ebola na RDC

Fungos e bactérias podem sobreviver na Lua, mas sem proliferação, aponta estudo

Fungos e bactérias podem sobreviver na Lua, mas sem proliferação, aponta estudo