Ex-presidente apresentou quadro agudo que demandou intervenção médica intensificada
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrentou um episódio de soluços intensos e prolongados que durou aproximadamente 36 horas consecutivas. A crise, descrita como um “forte e prolongado episódio de soluço (singulto)”, ocorreu nesta semana e exigiu a administração de doses extras de medicamentos para ser controlada. A informação consta em um relatório médico enviado nesta sexta-feira (17) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar desde março em decorrência de uma condenação a 27 anos e 3 meses de prisão pela suposta tentativa de golpe de Estado, vinha apresentando estabilidade em seu quadro de saúde nas semanas anteriores ao incidente. O cardiologista Brasil Caiado, responsável pelo relatório, atestou que, apesar da resposta satisfatória às doses extras de medicação, o ex-presidente ainda lida com efeitos secundários de fármacos de ação central.
Efeitos colaterais e cuidados contínuos
Os principais efeitos colaterais relatados no documento médico incluem sonolência e instabilidade crônica do equilíbrio corporal. Em razão dessas condições, Bolsonaro mantém uma dieta rigorosa e adota medidas preventivas para evitar quedas. Cuidados específicos também são direcionados ao refluxo gastroesofágico, uma condição que o ex-presidente também acompanha.
O relatório também menciona o acompanhamento do fisioterapeuta Kleber Caiado de Freitas, que está focado na recuperação funcional e no ganho de amplitude de movimento do ombro direito de Bolsonaro, após uma cirurgia. O profissional recomendou a continuidade do tratamento fisioterapêutico.
As informações sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro foram reunidas a partir do relatório médico enviado ao STF.
