Advogado Jeffrey Chiquini alega perseguição por parte da OAB
O advogado Jeffrey Chiquini, que atuou na defesa de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (13) ter sido intimado pela seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para se manifestar em um processo disciplinar. Segundo Chiquini, a abertura do procedimento teria partido de uma ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Em um vídeo divulgado à imprensa, Chiquini contestou a competência da OAB-DF para conduzir o processo, uma vez que seu registro profissional é no Paraná. Ele sugere que a escolha da seccional do Distrito Federal foi uma manobra para obter decisões desfavoráveis. A acusação, conforme relatado pelo advogado, baseia-se em vídeos de suas redes sociais que alegariam ataques às instituições.
Chiquini declarou publicamente que o objetivo seria torná-lo inelegível, mas que não se curvará a tal medida. Ele se apresentou como pré-candidato a deputado federal pelo partido Novo e prometeu lutar contra o que chama de “ditadura da toga”, buscando representar os brasileiros e paranaenses de forma inédita.
Discussão com empresário pode ter motivado processo
Em outra publicação, o advogado vinculou a intimação da OAB a uma recente discussão pública com o empresário Arthur Machado. A polêmica teria se iniciado após Machado, filiado ao Republicanos, afirmar que, se dependesse do partido Novo, o ex-presidente Jair Bolsonaro estaria “esquecido no porão”. Machado atribuiu a divulgação do embate ao jornalista Kim Paim.
Como resposta, Chiquini acusou Machado de ser um aliado do ministro Gilmar Mendes, sugerindo uma suposta estratégia de infiltração na direita bolsonarista com o intuito de prejudicar candidaturas alinhadas a Bolsonaro, como a de Flávio Bolsonaro, por meio da criação de conflitos internos.
“Na semana em que denuncio que o grupo do Gilmar, do Alckmin e do Moraes está se infiltrando na direita bolsonarista por meio do Arthur Machado, sou intimado pela OAB sobre um processo instaurado agora a pedido do Moraes”, relacionou o advogado, reforçando sua tese de perseguição política.
A reportagem tentou contato com a OAB Nacional, as seccionais do Paraná e do Distrito Federal, além de Kim Paim e Arthur Machado, mas o espaço permanece aberto para manifestações.
