Projeto em São Paulo usa atividade física para combater dores crônicas
Projeto em São Paulo usa atividade física para combater dores crônicas

Projeto em São Paulo usa atividade física para combater dores crônicas

Projeto EducaDor transforma a vida de pacientes com dor crônica através do movimento Em São Paulo, o projeto EducaDor tem se destacado por oferecer uma abordagem inovadora no tratamento e prevenção da dor crônica. Através da atividade física, pacientes que antes sofriam com dores persistentes encontram alívio e melhoram sua qualidade de vida. A iniciativa, […]

Resumo

Projeto EducaDor transforma a vida de pacientes com dor crônica através do movimento

Em São Paulo, o projeto EducaDor tem se destacado por oferecer uma abordagem inovadora no tratamento e prevenção da dor crônica. Através da atividade física, pacientes que antes sofriam com dores persistentes encontram alívio e melhoram sua qualidade de vida. A iniciativa, voltada para usuários das UBSs Mitsutani e Arrastão, na zona sul da capital, é administrada pelo Einstein Hospital Israelita e tem demonstrado resultados significativos, muitas vezes dispensando o uso de medicamentos.

A dor crônica, definida como aquela que persiste por mais de três meses ou que vai e volta, transcende o status de sintoma para se tornar uma doença. Ela impacta negativamente o bem-estar físico e mental, podendo levar a quadros de depressão, ansiedade, distúrbios do sono e abalo na autoestima. O projeto EducaDor, com sua metodologia baseada na cinesioterapia, busca reverter esse quadro.

Um exemplo notável é o de Maria Hosana Reis Ferreira de Oliveira, 53 anos, que sofria com dores intensas nos ombros e na coluna lombar. Após iniciar sua participação no projeto, ela relata o desaparecimento das dores nos ombros em dois meses e uma melhora expressiva na dor lombar, sem a necessidade de medicação. Outros participantes, como a aposentada Marli Estefânia Pimenta, 64, e o desempregado Edson Ramos Silva, 67, também testemunham a eficácia do programa, com alívio considerável das suas dores crônicas e melhora funcional.

Cinesioterapia como pilar do tratamento

As sessões do EducaDor acontecem semanalmente e consistem em aulas de cinesioterapia, que utilizam o movimento como ferramenta terapêutica. Sob a coordenação de profissionais qualificados, os pacientes realizam alongamentos, fortalecimento muscular, treino de equilíbrio e exercícios de consciência corporal e correção postural. A intensidade dos exercícios é leve a moderada e adaptada aos limites de cada indivíduo, garantindo segurança e eficácia.

Segundo o fisioterapeuta Emerson Roberto Brito, um dos coordenadores do projeto, a cinesioterapia ativa a “farmácia natural” do corpo, liberando neurotransmissores como endorfina, dopamina, serotonina e noradrenalina, que auxiliam no combate à inflamação e na modulação da dor. Além disso, os exercícios estimulam a produção e circulação do líquido sinovial, essencial para a lubrificação e bom funcionamento das articulações. O fortalecimento muscular é crucial para dar suporte às articulações desgastadas e prevenir quedas.

Abordagem completa e integrada

O tratamento oferecido pelo EducaDor vai além da cinesioterapia. Sessões de auriculoterapia, uma técnica da medicina tradicional chinesa, complementam o cuidado, atuando em pontos específicos da orelha para tratar condições físicas e emocionais. Mensalmente, são realizadas aulas extras com orientações sobre cuidados e prevenção de doenças, funcionando também como um importante espaço de socialização para os participantes, muitos dos quais pertencem à terceira idade.

A rede municipal de saúde de São Paulo conta ainda com seis Centros de Referência da Dor, um em cada região, que oferecem atendimento multiprofissional para casos mais complexos. O acesso a esses centros se dá por meio das Unidades Básicas de Saúde de referência. Para moradores de outros municípios, a recomendação é buscar informações sobre tratamentos para dor crônica nas UBSs locais.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo e pelo Einstein Hospital Israelita.

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