Pesquisa aponta inversão de intenções de voto em cenário de segundo turno para 2026
Uma pesquisa realizada pela Gerp e divulgada nesta quarta-feira (24) indica que Flávio Bolsonaro (PL) teria vantagem sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma eventual disputa de segundo turno para a presidência em 2026. Embora Lula apareça numericamente à frente na intenção de voto para o primeiro turno, a simulação de segundo turno mostra uma inversão, com o senador crescendo mais.
No primeiro turno, Lula soma 36,5% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33,7%. A diferença está dentro da margem de erro de 2,19 pontos percentuais, configurando um empate técnico. No entanto, em um cenário de segundo turno entre os dois, Flávio Bolsonaro alcança 41,5% das intenções, um avanço de 7,8 pontos percentuais. Lula, por sua vez, cresce 3,7 pontos percentuais, chegando a 40,2%, mantendo o empate técnico.
Herança de votos impulsiona Flávio Bolsonaro
A pesquisa sugere que o crescimento de Flávio Bolsonaro em um segundo turno se deve, em grande parte, à transferência de votos de outros pré-candidatos. O senador herdaria 5,6% das intenções de voto de oponentes que não chegam ao embate final, com destaque para eleitores de Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). Esses eleitores, majoritariamente alinhados à direita, demonstrariam maior propensão a migrar para o campo bolsonarista.
Em contrapartida, Lula teria dificuldade em atrair o eleitorado dos demais pré-candidatos, herdando apenas 2,2% das intenções de voto destinadas a eles. Essa menor capacidade de conversão de votos de outros campos políticos pode limitar o potencial de crescimento do petista em um eventual segundo turno.
Rejeição a Lula dificulta avanço no segundo turno
Além da migração de votos, a rejeição a Lula surge como um fator limitante para seu desempenho em um confronto direto com Flávio Bolsonaro. Segundo o levantamento da Gerp, 48% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum em Lula, enquanto a rejeição a Flávio Bolsonaro foi de 44%. Em cenários de rejeição, os entrevistados puderam apontar apenas um candidato em quem não votariam.
A taxa de rejeição a Lula acompanha a desaprovação de seu governo. Em 19 pesquisas da Gerp iniciadas em janeiro de 2025, o petista tem mantido uma média de 50% de desaprovação. Embora esse percentual já tenha sido maior (61% em março de 2025), ele tem se mantido estável na faixa dos 50% desde o final de 2025.
A pesquisa Gerp ouviu 2.000 pessoas entre os dias 15 e 20 de junho de 2026. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,55%. O levantamento foi contratado pela própria Gerp Mercadologia Ltda. e está registrado no TSE sob o número BR-09657/2026.
