Falhas em uniformes da Puma geram polêmica na Copa do Mundo
O atacante egípcio Zico, apelidado em homenagem ao ídolo brasileiro, se tornou o centro de uma polêmica envolvendo os uniformes da Puma na Copa do Mundo. Em duas partidas distintas, o jogador enfrentou problemas com a qualidade da sua camisa, levantando dúvidas sobre a durabilidade dos materiais de alta tecnologia prometidos pela fabricante alemã.
Na estreia contra a Bélgica, a camisa de Zico foi rasgada durante uma disputa com um adversário. Já na partida contra a Nova Zelândia, o número 11, que ele usava na frente do uniforme, começou a se soltar, com um numeral desprendendo-se totalmente e o outro ficando pendurado. Em ambas as ocasiões, o jogador precisou trocar de camisa durante o jogo.
Os incidentes com o uniforme do Egito não são casos isolados. Até o momento, cinco jogadores de diferentes seleções patrocinadas pela Puma já registraram problemas similares. Além de Zico, o tcheco Pavel Sulc, o paraguaio Gustavo Gómez, o marroquino El Aynaoui e o ganês Caleb Yirenkyi tiveram suas camisas rasgadas em disputas de bola ou em comemorações efusivas.
Conforme informações divulgadas pela Folha de S.Paulo.
Tecnologia de ponta e preocupações com a durabilidade
A Puma tem destacado seus uniformes como peças de alta performance, desenvolvidas com o tecido “Ultraweave”, descrito como ultraleve e projetado para maximizar a liberdade de movimento e o conforto em situações de alta intensidade. A empresa afirma que os materiais são otimizados para atender a requisitos essenciais de desempenho, como respirabilidade, elasticidade e controle de umidade, garantindo que as demandas técnicas do futebol de elite sejam satisfeitas.
A fabricante alemã também ressalta que os uniformes são projetados para serem significativamente mais leves do que os de marcas concorrentes, visando proporcionar agilidade e conforto aos atletas, especialmente em condições de calor. Segundo a Puma, o feedback dos jogadores indica uma preferência por materiais mais leves para um melhor desempenho.
No entanto, a própria empresa admite que, por ser um esporte de alto contato, as peças de roupa podem ser afetadas quando submetidas a força intensa ou estresse físico extremo. Apesar disso, a Puma declarou que não pretende tomar medidas imediatas para alterar ou reforçar os uniformes das seleções que patrocina, nem cogita a troca dos equipamentos. A empresa informou que está analisando o caso específico do número que se soltou na camisa de Zico.
Histórico de problemas e o mercado consumidor
Esta não é a primeira vez que a Puma enfrenta problemas com a durabilidade de seus uniformes em competições. Em 2016, durante a Eurocopa, a seleção da Suíça teve cinco camisas rasgadas em uma mesma partida, o que gerou comentários jocosos por parte dos jogadores. Na ocasião, a Puma alegou que o problema se deu por um “lote defeituoso”.
A empresa também se pronunciou sobre a diferença entre os uniformes de jogo e os vendidos ao público. A Puma esclarece que as camisas oficiais são projetadas para desempenho de elite em campo, enquanto as réplicas disponíveis para os consumidores são produzidas com materiais e construção diferentes, destinadas ao uso diário. No Brasil, a camisa principal de Portugal, por exemplo, é vendida por R$ 599,99 na versão “jogador” (Authentic) e R$ 449,99 na versão torcedor.
