Última pesquisa Quaest antes do segundo turno aponta empate técnico para presidente.
Na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, a Quaest divulgou neste sábado (24) sua última pesquisa de intenções de voto. O levantamento, realizado pelo instituto, indica um cenário acirrado entre os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Em um cenário de votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro aparece com 51% das preferências, enquanto Lula registra 49%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Os dados divulgados pelo G1 mostram uma inversão em relação à última pesquisa Quaest antes do primeiro turno, ocorrido em 3 de outubro. Naquela ocasião, Lula liderava com 46% das intenções de votos válidos, contra 45% de Flávio Bolsonaro. Nas urnas, o resultado do primeiro turno foi de 47,03% para Flávio Bolsonaro e 45,16% para Lula.
A pesquisa da Quaest para o segundo turno foi realizada tanto em um cenário espontâneo quanto em um estimulado. No cenário espontâneo, onde os nomes dos candidatos não são apresentados previamente aos entrevistados, Flávio Bolsonaro obteve 44% das intenções de voto, seguido por Lula com 42%. Os indecisos representaram 7% do eleitorado, assim como aqueles que declararam voto em branco, nulo ou que não pretendem votar.
A metodologia da pesquisa envolveu 3.702 entrevistados entre os dias 23 e 24 de outubro de 2026. O levantamento foi contratado pela Editora Globo e pela Globo Comunicação e Participações S.A., com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2 pontos percentuais. O registro no TSE é BR-09158/2026. Para a pesquisa anterior ao primeiro turno, realizada em 2 e 3 de outubro, foram entrevistados 3.702 eleitores, com registro no TSE sob o nº BR-02197/2026.
A publicação de pesquisas eleitorais é uma prática comum em veículos jornalísticos para oferecer aos leitores um panorama do momento político. É fundamental, no entanto, analisar os resultados com atenção à metodologia empregada, incluindo o número de entrevistados, a forma de coleta de dados e a margem de erro. Histórico de eleições passadas demonstra que pesquisas podem apresentar discrepâncias em relação ao resultado final das urnas, servindo como uma ferramenta de informação e não como uma previsão exata do pleito.
