Abstenção no segundo turno presidencial de 2026 registra menor índice em 35 anos
A abstenção no segundo turno da eleição presidencial de 2026 foi de 19,21%, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 99,89% das urnas apuradas. Ao todo, 33.469.244 eleitores deixaram de comparecer às urnas. Este percentual representa uma queda em relação ao primeiro turno, realizado em 4 de outubro, quando 21,08% dos eleitores, o equivalente a 33,4 milhões de pessoas, não votaram. A taxa de abstenção neste domingo é 1,38 ponto percentual menor do que a registrada no segundo turno de 2022, que foi de 20,59%.
A queda na abstenção no segundo turno é uma tendência que se consolida. Esta é a segunda eleição presidencial consecutiva em que o índice recua entre os turnos. Em 2022, a taxa passou de 20,95% para 20,59%. Historicamente, a ausência às urnas no segundo turno era mais elevada do que no primeiro. A eleição de 2026 marca a segunda vez desde 1989, ano do retorno das eleições diretas para presidente, que a abstenção diminui entre os turnos. Em pleitos anteriores, como em 2018, a abstenção passou de 20,33% para 21,3%; em 2014, de 19,39% para 21,1%; e em 2010, de 18,12% para 21,5%.
O Brasil contava com 158,7 milhões de eleitores aptos a votar em 2026. A redução da abstenção foi uma meta declarada pela Justiça Eleitoral. Em entrevista coletiva após o primeiro turno, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, anunciou a intensificação de ações para diminuir o número de ausentes no segundo turno, afirmando que “não é o ideal uma abstenção de 20%”. Eleitores que não compareceram às urnas neste domingo têm um prazo de 60 dias para justificar sua ausência, o que pode ser feito pelo aplicativo e-Título ou pelo site oficial do TSE.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
