PT define Patrus Ananias para disputar o governo de Minas Gerais em 2026
O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou nesta quinta-feira (16) a escolha do deputado federal Patrus Ananias como candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A definição encerra semanas de debate interno e assegura ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um aliado para disputar o segundo maior colégio eleitoral do país.
A indicação de Ananias surge após a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, declinar da candidatura para focar em sua disputa pelo Senado. Tentativas de formar uma aliança em torno do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), também não prosperaram, levando a direção nacional do partido a apostar em um nome próprio. A decisão contou com o aval de Lula e da coordenação da campanha petista.
A candidatura de Patrus Ananias ainda será formalizada pelo partido, dependendo de uma conversa com o presidente Lula, prevista para ocorrer ainda nesta quinta-feira, segundo informações da CBN Brasil. A escolha do nome histórico do PT em Minas Gerais é vista como crucial para fortalecer a campanha de reeleição de Lula, dado o peso estratégico do estado nas disputas presidenciais.
Trajetória política e relevância de Minas Gerais
Patrus Ananias, aos 74 anos, possui uma longa trajetória no PT. Foi prefeito de Belo Horizonte entre 1993 e 1996, e ocupou os ministérios do Desenvolvimento Social e do Desenvolvimento Agrário nos governos Lula e Dilma Rousseff, respectivamente, sendo peça-chave na implantação do Bolsa Família. Atualmente, exerce seu mandato como deputado federal por Minas Gerais.
Minas Gerais é considerado um estado termômetro nas eleições nacionais, reunindo o segundo maior eleitorado do Brasil. A definição de um candidato petista próprio era tratada como prioridade pelo Palácio do Planalto para garantir um palanque forte em território mineiro.
Desgastes internos e alianças frustradas
A escolha de Patrus Ananias ocorre em um contexto de tensões internas no diretório mineiro do PT. Marília Campos havia defendido anteriormente que o partido apoiasse a candidatura de Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e pré-candidato do MDB ao governo do estado. Essa proposta foi rejeitada pela direção nacional do partido, que manteve a decisão de lançar um candidato próprio.
Gabriel Azevedo ganhou notoriedade nacional em 2016, quando era vereador, ao defender o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, e desde então tem mantido posições críticas ao PT. A decisão de seguir com candidatura própria sinaliza a prioridade do partido em consolidar sua força em Minas Gerais, mesmo diante de divergências internas.
As informações foram apuradas a partir de dados divulgados pela imprensa.
