Presidente da Colômbia proíbe posse de sucessor em base militar
Presidente da Colômbia proíbe posse de sucessor em base militar

Presidente da Colômbia proíbe posse de sucessor em base militar

Petro impede cerimônia de posse em instalações militares O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, vetou nesta quinta-feira (27) a realização da cerimônia de posse de seu sucessor, Abelardo de la Espriella, em uma base militar. A legislação colombiana prevê que a posse presidencial ocorra no Congresso Nacional, em Bogotá. No entanto, o presidente eleito, que […]

Resumo

Petro impede cerimônia de posse em instalações militares

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, vetou nesta quinta-feira (27) a realização da cerimônia de posse de seu sucessor, Abelardo de la Espriella, em uma base militar. A legislação colombiana prevê que a posse presidencial ocorra no Congresso Nacional, em Bogotá. No entanto, o presidente eleito, que não conta com maioria legislativa, solicitou autorização para que o evento, marcado para 7 de agosto, fosse realizado em um complexo militar, em um gesto que sinaliza seu alinhamento com as forças de segurança e que reflete um possível aumento de tensões com o atual mandatário.

A decisão de Petro, que se autodeclara o primeiro presidente de esquerda do país, impede que qualquer instalação militar seja utilizada para a posse de um presidente da República. “No exercício de minhas faculdades constitucionais e legais, ordeno que nenhum estabelecimento militar sirva para uma posse de um presidente da República”, declarou Petro em uma publicação. Ele também afirmou que os quartéis militares e policiais permanecem sob suas ordens até que o novo presidente preste juramento, o que o mantém como comandante supremo das Forças Armadas até a transição. “Nos quartéis não se fazem leis”, acrescentou o presidente, reforçando a separação entre o poder militar e o legislativo.

A solicitação de Espriella para realizar a posse em um quartel, que ainda precisaria de aprovação do Congresso – a ser iniciado em 20 de julho –, já gerava questionamentos sobre a logística e a interpretação legal. Analistas e juristas consideram a proposta logisticamente complexa e com possíveis implicações para a normalidade democrática. A troca de poder na Colômbia tem sido marcada por desentendimentos, especialmente após Espriella ter anunciado a suspensão do processo de transição, alegando que Petro se recusava a aceitar o resultado das eleições, embora sem apresentar provas concretas.

A crise política na Colômbia preocupa o Brasil, que busca uma transição pacífica. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com Gustavo Petro nesta quinta-feira. Segundo o Palácio do Planalto, Petro reafirmou seu compromisso com uma transição de poder tranquila. As declarações de Petro sobre supostas irregularidades nas eleições, sem evidências apresentadas, têm sido vistas como um fator de desestabilização na região, segundo o governo brasileiro, que defende a normalidade no processo de sucessão presidencial.

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