O que é pielonefrite e por que ela é perigosa
A influenciadora Bianca Andrade, conhecida como Boca Rosa, foi internada e precisou faltar ao anúncio dos participantes da Dança dos Famosos deste ano devido a um quadro de pielonefrite. A condição, que ela compartilhou ter sido diagnosticada nesta quarta-feira (19), é uma infecção bacteriana que afeta os rins e pode se tornar grave se não tratada adequadamente.
Segundo Liliana Secaf, coordenadora do Núcleo de Nefrologia do Hospital Sírio-Libanês, a pielonefrite geralmente se inicia com uma infecção urinária. Bactérias ou fungos presentes na uretra e na bexiga podem ascender para um ou ambos os rins, atingindo o tecido renal. A médica ressalta a importância do tratamento imediato, pois a demora no diagnóstico ou o manejo inadequado podem levar a complicações sérias, como comprometimento da função renal, septicemia e, em casos extremos, até a morte.
As informações foram reunidas a partir de declarações de Bianca Andrade em suas redes sociais e de informações médicas divulgadas pelo Hospital Sírio-Libanês.
Sintomas e diagnóstico da infecção renal
Bianca Andrade relatou em suas redes sociais que não apresentou sintomas iniciais de infecção urinária. Foi somente quando a bactéria atingiu seus rins que ela começou a sentir dores nas costas e febre alta, o que a levou a procurar o hospital. De acordo com a especialista do Hospital Sírio-Libanês, os sintomas característicos da pielonefrite incluem calafrios, dor na região lombar, dor abdominal, náuseas e vômitos. Em alguns casos, podem ocorrer também dor ou ardência ao urinar, além de alterações na urina, como odor forte, aspecto turvo, presença de sangue ou pus.
Diante da suspeita de qualquer um desses sintomas, a recomendação médica é procurar auxílio profissional o mais rápido possível. O tratamento para a pielonefrite geralmente envolve o uso de antibióticos.
Prevenção e fatores de risco
A prevenção da pielonefrite está diretamente ligada à prevenção de infecções urinárias. Beber bastante água e evitar segurar a urina são medidas fundamentais, conforme explica a médica Liliana Secaf. As mulheres são biologicamente mais suscetíveis a infecções urinárias devido à anatomia de seu trato urinário. Por isso, são indicadas medidas adicionais como o uso de calcinhas de algodão, que permitem maior ventilação, e a realização de uma higiene íntima adequada, especialmente após evacuar e após relações sexuais. O uso de sabonetes bactericidas na região genital também é desaconselhado por poder alterar a flora bacteriana local.
