Paraguai vira piada na Copa como "laboratório" de novas regras do futebol
Paraguai vira piada na Copa como “laboratório” de novas regras do futebol

Paraguai vira piada na Copa como “laboratório” de novas regras do futebol

Torcida ironiza “perseguição” da arbitragem ao Paraguai no Mundial Nas primeiras partidas da Copa do Mundo de 2026, a seleção paraguaia tem se tornado o centro das atenções, não apenas por seu desempenho em campo, mas pela sequência de lances envolvendo novas regras impostas pelo International Football Association Board (Ifab), órgão ligado à Fifa. O […]

Resumo

Torcida ironiza “perseguição” da arbitragem ao Paraguai no Mundial

Nas primeiras partidas da Copa do Mundo de 2026, a seleção paraguaia tem se tornado o centro das atenções, não apenas por seu desempenho em campo, mas pela sequência de lances envolvendo novas regras impostas pelo International Football Association Board (Ifab), órgão ligado à Fifa. O que a entidade busca é otimizar o ritmo de jogo e diminuir a perda de tempo, mas para os torcedores paraguaios, a situação tem beirado o inusitado, com a equipe parecendo um “laboratório involuntário” para a aplicação das novas diretrizes.

A percepção de perseguição e a falta de clareza sobre as novas normas geraram uma enxurrada de piadas nas redes sociais. Muitos fãs questionam o quão bem informada a equipe está sobre as recentes atualizações do regulamento, especialmente após dois jogadores paraguaios se tornarem protagonistas em situações polêmicas.

Almirón e as novas regras em foco

O camisa 10 paraguaio, Miguel Almirón, tem sido figura central nas discussões. Na estreia contra os Estados Unidos, ele recebeu um cartão amarelo por simular uma falta, uma decisão que foi revisada pelo VAR após o árbitro de campo inicialmente advertir o jogador americano Ream. O lance gerou controvérsia sobre a interpretação da nova regra de simulação.

O episódio mais marcante ocorreu na vitória por 1 a 0 sobre a Turquia, quando Almirón foi expulso diretamente por cobrir a boca ao se dirigir ao lateral turco Müldür. Esta foi a primeira vez que a chamada “Lei Vinicius Junior”, criada para combater o racismo e a discriminação, foi aplicada em uma Copa do Mundo. O árbitro salvadorenho Iván Barton utilizou a nova diretriz para sancionar o jogador, deixando o Paraguai com um a menos.

Histórico de “novidades” e descontentamento

Antes mesmo desses lances, a seleção paraguaia já havia vivenciado outras situações inusitadas com as novas regras. Houve uma reversão de cobrança de tiro de meta, que resultou em escanteio contra a própria equipe, e jogadores que precisaram deixar o campo temporariamente para atendimento médico, para surpresa e desconforto da equipe.

A situação evoca lembranças de 1998, quando o Paraguai também foi pioneiro em uma eliminação traumática em Copa do Mundo, ao ser o primeiro time a perder por um “gol de ouro” para a França nas oitavas de final. Essa nova série de incidentes com as regras tem alimentado o humor irônico dos torcedores.

Técnico lamenta “esporte novo”

O técnico paraguaio, Gustavo Alfaro, expressou seu descontentamento após a partida contra a Turquia, classificando as novas regras como um “esporte novo”. “Está difícil jogar esse esporte novo. Às vezes certas circunstâncias são conduzidas mais para um lado do que para o outro, e o que a gente quer é justiça”, declarou Alfaro à imprensa de seu país, ressaltando que “todo o decálogo do novo regulamento caiu em cima de nós”.

Apesar das reclamações, o treinador ressaltou a necessidade de adaptação. “Seguir em frente e nos preparar para o próximo jogo, que será muito mais difícil do que este”, concluiu, visando o confronto contra a Austrália, que, assim como o Paraguai, soma uma vitória e uma derrota na competição.

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