Organização Mundial da Saúde propõe ensaio clínico com imunizante existente para combater surto da variante Bundibugyo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a realização de testes clínicos na República Democrática do Congo (RDC) com a vacina Ervebo, o único imunizante aprovado contra o ebola até o momento. A medida visa combater a atual epidemia causada pela variante Bundibugyo do vírus, para a qual ainda não existe uma vacina específica disponível. A proposta foi anunciada pela organização nesta sexta-feira (7).
A vacina Ervebo foi desenvolvida e aprovada para combater a cepa Zaire do ebolavírus. No entanto, dados preliminares de estudos em animais sugerem que o imunizante pode oferecer um certo nível de proteção contra a variante Bundibugyo, sem a ocorrência de problemas de segurança significativos. Diante da falta de alternativas, os especialistas da OMS consideram a Ervebo a opção mais viável no momento, apesar de a busca por uma vacina específica para a Bundibugyo continuar sendo a prioridade a longo prazo.
O décimo sétimo surto de ebola na RDC foi declarado em 15 de maio, com casos registrados inicialmente na província de Ituri, no nordeste do país, e posteriormente se espalhando para outras regiões do nordeste e leste. As autoridades congolesas notificaram um total de 4.053 casos confirmados, resultando em 1.850 mortes. Este surto se soma a um histórico de epidemias na região, incluindo o surto entre 2018 e 2020, que foi o mais letal registrado no país, com quase 2.300 óbitos entre 3.500 pacientes.
A recomendação da OMS para testar a Ervebo em um ensaio clínico randomizado no contexto do surto atual visa acelerar a obtenção de dados sobre sua eficácia e segurança contra a variante Bundibugyo. A organização enfatiza que, embora a Ervebo seja a única vacina homologada contra o ebola, sua aplicação contra uma cepa diferente requer avaliação cuidadosa em condições reais de epidemia.
As informações foram compiladas a partir de dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde.
