Nikolas Ferreira acusa cantor Rubel de 'silenciar' vídeo crítico a Lula no Instagram
Nikolas Ferreira acusa cantor Rubel de ‘silenciar’ vídeo crítico a Lula no Instagram

Nikolas Ferreira acusa cantor Rubel de ‘silenciar’ vídeo crítico a Lula no Instagram

Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) relatou nesta terça-feira (20) que um vídeo publicado em sua conta do Instagram, com críticas de moradores do Nordeste ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sofreu restrições de compartilhamento e teve seu áudio silenciado. A gravação utilizava como trilha sonora a música “Grão de Areia”, de Rubel com […]

Resumo

Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) relatou nesta terça-feira (20) que um vídeo publicado em sua conta do Instagram, com críticas de moradores do Nordeste ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sofreu restrições de compartilhamento e teve seu áudio silenciado. A gravação utilizava como trilha sonora a música “Grão de Areia”, de Rubel com Xande de Pilares.

Segundo o parlamentar, a publicação apresentava problemas de exibição nos stories, aparecendo com a tela preta para muitos usuários. Ao ser questionado pela reportagem, o Instagram, pertencente à Meta, informou que “o áudio da publicação foi indisponibilizado em razão de uma solicitação de direitos autorais sobre a música utilizada”.

Nikolas Ferreira, no entanto, acusou diretamente o cantor Rubel de ter solicitado a retirada do áudio. Em suas redes sociais, o deputado declarou: “A Sony foi acionada pelo Rubel para derrubar o som. Ninguém mais pediu, só ele. Nem produtora, nem ninguém mais. O covarde achou que ninguém ia descobrir que foi ele que pediu na calada. No fim, um petista calou a voz dos nordestinos. Nada mais simbólico”. Ferreira ainda apelou aos artistas pela liberação da música, afirmando que “jamais iriam querer que a voz dos nordestinos fossem silenciadas somente por direitos autorais de um belíssimo som de uma sanfona”.

Até o momento, não é possível verificar quem, de fato, solicitou a indisponibilização do áudio, nem se a medida partiu diretamente do artista ou do sistema da gravadora. Nikolas segue cobrando Rubel publicamente para que o áudio seja reativado, argumentando que “nunca é tarde pra refazer uma covardia contra a voz de milhões de nordestinos”. Apoiadores do deputado chegaram a mobilizar seguidores para cobrar o artista nas redes sociais, compartilhando publicações antigas onde Rubel aparece fazendo o gesto da letra “L”, em referência a Lula.

O conteúdo do vídeo criticado

O vídeo em questão reúne depoimentos de nordestinos que expressam desilusão com promessas feitas pelo presidente Lula em governos anteriores. As críticas abordam a persistência de problemas como a falta de saneamento básico, dificuldades financeiras para custear medicamentos e tratamentos de saúde, e o aumento da insegurança na região. Além disso, os moradores relatam a escassez de oportunidades de emprego e estudo, que força a migração e a separação de famílias.

Uma das entrevistadas, que se identifica como nordestina e moradora da Bahia, afirma: “Passei a vida inteira ouvindo Lula dizer que a nossa vida ia mudar. Eu envelheci”. Outra mulher, aposentada e com tratamento de câncer, relata a dificuldade em arcar com os custos de medicamentos com um salário mínimo, agravada por descontos em sua aposentadoria.

Contexto de tensões com a Meta

A declaração de Nikolas Ferreira ocorre em um momento de tensão entre o governo e a Meta, empresa dona do Instagram. O presidente Lula moveu uma ação contra a companhia por suposta interferência na distribuição de conteúdo de sua campanha nas redes sociais. Recentemente, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Marco Aurélio Bellizze deu um prazo de 24 horas para que a big tech comprove o cumprimento de uma determinação para garantir tratamento igualitário entre as candidaturas presidenciais de Lula e Flávio Bolsonaro. A multa diária pode chegar a R$ 1 milhão em caso de descumprimento.

A Meta já admitiu em ocasiões anteriores a ocorrência de falhas técnicas pontuais que afetaram publicações da campanha petista, mas negou qualquer tipo de interferência nas eleições. A polêmica em torno do vídeo de Nikolas Ferreira adiciona mais um capítulo a essa discussão sobre a liberdade de expressão e a gestão de conteúdo em plataformas digitais durante períodos eleitorais.

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