Missão Japonesa MMX partirá para coletar amostras de Phobos, lua de Marte
Missão Japonesa MMX partirá para coletar amostras de Phobos, lua de Marte

Missão Japonesa MMX partirá para coletar amostras de Phobos, lua de Marte

Missão Japonesa MMX partirá para coletar amostras de Phobos, lua de Marte O Japão está prestes a embarcar em uma jornada audaciosa rumo a Marte, com o lançamento previsto para esta segunda-feira (19) da missão Exploração das Luas de Marte (MMX). Ao contrário de outras missões focadas no planeta vermelho, a MMX terá como alvo […]

Resumo

Missão Japonesa MMX partirá para coletar amostras de Phobos, lua de Marte

O Japão está prestes a embarcar em uma jornada audaciosa rumo a Marte, com o lançamento previsto para esta segunda-feira (19) da missão Exploração das Luas de Marte (MMX). Ao contrário de outras missões focadas no planeta vermelho, a MMX terá como alvo principal Phobos, a maior das duas luas marcianas. A missão, liderada pela Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA) em colaboração com agências dos Estados Unidos, França, Alemanha e a Agência Espacial Europeia (ESA), tem como objetivo coletar pela primeira vez na história amostras de solo e rochas de Phobos e trazê-las para análise na Terra.

A viagem, que terá duração de cinco anos, visa não apenas a coleta de amostras, mas também a compreensão das origens de Phobos e sua companheira, Deimos. Cientistas especulam que as luas marcianas possam ser asteroides capturados pela gravidade de Marte ou formados a partir de material ejetado após uma colisão com o planeta. A análise da composição química de Phobos poderá fornecer pistas cruciais para validar essas hipóteses e entender melhor a evolução do sistema marciano.

A missão MMX, que será lançada a bordo de um foguete H3 do Centro Espacial de Tanegashima, no sul do Japão, tem chegada prevista a Marte em agosto de 2027. Após orbitar o planeta, a espaçonave entrará na órbita de Phobos cerca de um mês depois. A complexidade da missão reside na coleta de amostras em um corpo celeste com gravidade extremamente baixa – cerca de 0,1% da força gravitacional da Terra –, um desafio que já frustrou missões anteriores, como a russa Phobos Grunt em 2011. No entanto, o Japão possui um histórico de sucesso na coleta de amostras de asteroides com as missões Hayabusa e Hayabusa 2, o que confere otimismo à empreitada.

Tecnologia e Desafios da Coleta em Phobos

A espaçonave MMX é composta por três módulos: um de propulsão, um de exploração com capacidade de pouso e coleta de amostras, e um módulo de retorno. Para auxiliar na exploração e na escolha do local de pouso, um pequeno rover, batizado de Idefix, será lançado da espaçonave. Desenvolvido em conjunto com agências espaciais francesa e alemã, o rover operará na superfície de Phobos por aproximadamente cem dias, utilizando diversos sensores para auxiliar na decisão de onde o módulo principal deve pousar.

O pouso do módulo de exploração em Phobos está previsto para o início de 2029. Ele permanecerá na superfície por pouco mais de duas horas, com a capacidade de coletar amostras em um ou dois locais distintos. Para isso, utilizará o instrumento C-sampler, capaz de perfurar até dois centímetros abaixo da superfície, garantindo amostras não alteradas pela radiação solar, ou o P-sampler, que utiliza um jato de nitrogênio para coletar material solto. Coletar pelo menos dez gramas de material é o objetivo.

Após a coleta, o módulo de exploração deixará Phobos e iniciará sua viagem de retorno à Terra, com chegada prevista para 2031. A cápsula de amostras será ejetada ao se aproximar do planeta e pousará na Austrália, onde será recuperada e transportada para o Japão. Existe ainda a possibilidade de que as amostras de Phobos contenham material marciano ejetado da superfície do planeta, o que seria um benefício adicional significativo, especialmente após o cancelamento do programa Mars Sample Return (MSR) dos EUA e Europa devido a restrições orçamentárias.

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