Ministro do STF autoriza abertura de inquérito contra F�bio Lu�s da Silva, filho do presidente Lula, para apurar supostos crimes de corrupção e tr�fico de influ�ncia. A decis�o, confirmada por fontes ligadas � investiga��o, atende a um pedido da Pol�cia Federal e gira em torno de suspeitas relacionadas � comercializa��o de cannabis medicinal em programas do Minist�rio da Sa�de. A not�cia foi inicialmente divulgada pela Folha de S.Paulo.
As novas suspeitas que recaem sobre F�bio Lu�s da Silva, conhecido como Lulinha, n�o estariam mais ligadas a desvios de aposentadorias no INSS, como em investiga��es anteriores. Desta vez, o foco recai sobre um suposto esquema de tr�fico de influ�ncia que teria como objetivo favorecer a empresa World Cannabis. Esta empresa � ligada a Antonio Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”, e a investiga��o aponta para uma poss�vel intermedia��o de Lulinha, por meio de sua amiga Roberta Luchsinger.
At� o momento, a �nica conex�o confirmada entre Lulinha e o “Careca do INSS” era a informa��o sobre uma viagem do empres�rio a Portugal, cujos custos teriam sido arcados por Antunes. A autoriza��o para a abertura do inq�rito pelo ministro Andr� Mendon�a foi concedida na quarta-feira, segundo informa��es obtidas nesta quinta-feira (30).
Defesa alega “pesca probat�ria” e questiona reabertura de investiga��es
A defesa de F�bio Lu�s da Silva reagiu duramente � decis�o, classificando a iniciativa como “pesca probat�ria” e uma tentativa de “melhor de tr�s”. O advogado Marco Aur�lio de Carvalho, que tamb�m coordena a campanha de reelei��o do presidente Lula, criticou a reabertura de investiga��es que, segundo ele, j� haviam sido finalizadas sem a apresenta��o de elementos concretos.
“Quando n�o se encontra nada na primeira, tenta-se novamente at� conseguir algum elemento que possa ser explorado politicamente. N�o faz o menor sentido reabrir uma investiga��o que j� havia sido finalizada, a n�o ser para poder explorar isso politicamente”, declarou o advogado de Roberta Luchsinger, Bruno Ribeiro, em refer�ncia � a��o policial.
Carvalho tamb�m ressaltou que seu cliente n�o foi ouvido e que a defesa n�o tem conhecimento formal do inq�rito. “Ele n�o foi ouvido, n�o temos conhecimento deste inq�rito. O que parece � que tentaram de um lado, n�o deu, e agora tentam de outro”, analisou o advogado de Lulinha. Ele ainda lembrou que a quebra de sigilo banc�rio de Lulinha, autorizada por Mendon�a em janeiro, n�o resultou em comprova��o de irregularidades, apesar de identificar movimenta��es financeiras significativas.
Guilherme Suguimori, membro da equipe de F�bio Lu�s, complementou a argumenta��o, afirmando que uma nova investiga��o, desvinculada da Opera��o Sem Desconto, demonstraria o fracasso da Pol�cia Federal em comprovar qualquer liga��o entre Lulinha e as fraudes investigadas anteriormente. “Uma nova investiga��o alheia � Opera��o Sem Desconto demonstraria que falharam em encontrar o que injustificadamente buscavam, que � alguma liga��o entre F�bio Lu�s e as fraudes do INSS”, disse Suguimori.
A Pol�cia Federal informou, por meio de nota, que n�o comenta investiga��es em andamento.
