Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende maior investimento nas Forças Armadas e na indústria de defesa nacional, enfatizando a necessidade de o Brasil estar preparado para proteger sua soberania e manter a paz. A declaração ocorreu durante visita à fábrica da Avibras Aeroco, em São Paulo, especializada em sistemas militares.
Em discurso na Avibras Aeroco, empresa que desenvolve mísseis, foguetes e veículos especiais, Lula ressaltou a importância de um poderio militar robusto, aliado ao avanço científico e tecnológico, para que o país seja respeitado internacionalmente. “Quero [as Forças Armadas] bem preparadas do ponto de vista do poderio, de armamento, de conhecimento científico e tecnológico, para que a gente possa andar de cabeça erguida. Sem nenhuma arrogância, falando em paz, mas preparado para não deixar ninguém meter nariz nesse país”, afirmou o presidente. A fala ecoa posicionamentos anteriores em que o petista criticou intervenções estrangeiras em outros países.
Lula reiterou que o fortalecimento militar não tem o objetivo de incentivar conflitos, mas sim de garantir condições para a preservação da paz e a prontidão em eventuais necessidades. “A gente gosta de paz, mas não pode esquecer que há loucos no mundo querendo fazer guerra”, declarou, defendendo o desenvolvimento científico, tecnológico e o aumento do poderio militar como ferramentas essenciais para a defesa do território nacional, que abrange cerca de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, e dos mais de 8 mil quilômetros de litoral.
O Custo da Guerra e a Prevenção
Para ilustrar os impactos financeiros de conflitos armados, o presidente citou a Guerra da Tríplice Aliança, que, segundo ele, consumiu recursos equivalentes a cerca de cinco orçamentos nacionais da época, apesar de inicialmente não parecer um conflito de grande magnitude. Lula comparou o investimento nas Forças Armadas a uma crença, afirmando que, assim como as pessoas que invocam Deus em momentos de dificuldade, um país bem preparado é um recurso fundamental em tempos de crise. “Tem gente que diz que gastar dinheiro com as Forças Armadas é desperdício. Eu sempre digo o seguinte: as Forças Armadas são como Deus. Pode ser que a pessoa não acredite nele, mas quando sente a primeira dor de barriga, diz: ‘ai, meu Deus'”.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, também tem defendido publicamente a necessidade de recompor o orçamento destinado às Forças Armadas. Ele argumenta que as restrições fiscais e os bloqueios de verbas comprometem projetos estratégicos de modernização e que o cenário internacional exige um investimento maior na área de defesa.
As informações foram reunidas a partir de declarações divulgadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante visita à fábrica da Avibras Aeroco e de posicionamentos do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.
