Justiça Federal exige explicações da AGU sobre defesa de Janja em ação sobre gastos de viagens
Justiça Federal exige explicações da AGU sobre defesa de Janja em ação sobre gastos de viagens

Justiça Federal exige explicações da AGU sobre defesa de Janja em ação sobre gastos de viagens

Justiça Federal do DF quer detalhes sobre atuação da AGU em defesa de Janja A Justiça Federal do Distrito Federal determinou que a Advocacia-Geral da União (AGU) apresente, em um prazo de 15 dias, documentos que corroborem sua competência para defender a primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, em uma ação judicial. O processo em questão […]

Resumo

Justiça Federal do DF quer detalhes sobre atuação da AGU em defesa de Janja

A Justiça Federal do Distrito Federal determinou que a Advocacia-Geral da União (AGU) apresente, em um prazo de 15 dias, documentos que corroborem sua competência para defender a primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, em uma ação judicial. O processo em questão questiona gastos públicos com viagens internacionais realizadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua esposa. A decisão, assinada em 17 de maio e publicada nesta segunda-feira (21), atende a um pedido de informações feito em meio à tramitação da ação, que foi protocolada pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo) e pelo advogado Jeffrey Chiquini (Novo).

A ação não se limita a questionar os gastos em si, mas também o Decreto nº 12.604/2025, assinado pelo presidente Lula, que estabelece as diretrizes para a atuação do cônjuge do chefe do Executivo em determinadas circunstâncias. A magistrada Maria Cecilia de Marco Rocha, da 9ª Vara Federal Cível, solicitou formalmente à AGU que envie cópias do requerimento feito por Janja para obter a defesa, o parecer jurídico que analisou este pedido, o ato administrativo que autorizou a atuação da AGU no caso, e quaisquer outros documentos que atestem a legalidade da representação do órgão em favor da primeira-dama.

Divergências jurídicas motivam pedido de esclarecimentos

Além da apresentação de documentos, a AGU foi instruída a esclarecer divergências apontadas pela juíza em sua contestação inicial. Segundo a magistrada, o órgão público fundamentou sua atuação na defesa de Janja citando normas internas distintas, o que gerou dúvidas sobre a consistência jurídica de sua intervenção. A decisão final sobre a regularidade da atuação da AGU no caso de Janja só será proferida pela juíza após a análise detalhada das manifestações e documentos que serão apresentados pelo órgão.

As informações sobre a decisão judicial foram divulgadas inicialmente pela coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo.

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