Justiça determina que Embratur divulgue salários detalhados de funcionários
Justiça determina que Embratur divulgue salários detalhados de funcionários

Justiça determina que Embratur divulgue salários detalhados de funcionários

Embratur tem um mês para detalhar salários de todos os colaboradores A Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) foi obrigada pela Justiça a divulgar em seu site oficial os salários individuais de todos os seus funcionários, dirigentes e conselheiros. A decisão liminar, proferida pelo juiz Leandro Borges de Figueiredo, da 8ª Vara Cível de Brasília, atende […]

Resumo

Embratur tem um mês para detalhar salários de todos os colaboradores

A Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) foi obrigada pela Justiça a divulgar em seu site oficial os salários individuais de todos os seus funcionários, dirigentes e conselheiros. A decisão liminar, proferida pelo juiz Leandro Borges de Figueiredo, da 8ª Vara Cível de Brasília, atende a uma ação civil pública movida pela Associação Fiquem Sabendo. A estatal tem agora o prazo de um mês para cumprir a determinação.

O magistrado fundamentou sua decisão na necessidade de garantir a efetividade dos princípios constitucionais da publicidade e do controle social da gestão de recursos públicos. Ele destacou que a resistência da Embratur em fornecer as informações detalhadas não apresentava, em uma análise preliminar, um fundamento apto a afastar os deveres de transparência.

A Fiquem Sabendo questionou a prática da Embratur de divulgar as remunerações de forma genérica, sem especificar o valor recebido por cada indivíduo. Segundo o juiz, os documentos apresentados já comprovaram a ausência desses dados individuais, transformando a discussão em uma questão predominantemente de direito. A decisão mencionou ainda o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a necessidade de transparência na remuneração por nome, em linha com a ofensiva do Judiciário contra pagamentos acima do teto constitucional.

Contexto e a posição da Embratur

A Embratur, atualmente presidida por Bruno Reis, já divulgava informações sobre a gestão e remuneração de seus colaboradores em seu site, seguindo o modelo de outras entidades com natureza jurídica similar. No entanto, a associação Fiquem Sabendo argumentou que essa divulgação era feita de maneira genérica.

Em nota, a Embratur informou que já disponibiliza dados sobre a remuneração em seu site e que reconhece a necessidade de adequações na forma de apresentação das informações, conforme apontado pelo Ministério Público Federal. A agência ressaltou que mantém iniciativas permanentes de aprimoramento da transparência, com avanços recentemente reconhecidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Antes mesmo da decisão judicial, a Embratur já estudava medidas para ampliar a publicidade das informações remuneratórias e se comprometeu a adotar os ajustes necessários assim que for formalmente intimada.

No momento da produção desta reportagem, a estatal ainda divulgava a relação genérica dos salários. O presidente da Embratur, por exemplo, recebe R$ 46.366,19 mensais, valor que corresponde ao teto do funcionalismo público. Abaixo dele, dois gerentes recebem R$ 44.650,17 cada.

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