Imposto Seletivo pode ter cobrança adiada para 2028 em alguns setores
Imposto Seletivo pode ter cobrança adiada para 2028 em alguns setores

Imposto Seletivo pode ter cobrança adiada para 2028 em alguns setores

Reforma Tributária: Imposto Seletivo com Início Posterga do A implementação do Imposto Seletivo, parte da reforma tributária que visa taxar bens e serviços considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, pode sofrer atrasos em sua cobrança. Embora a nova contribuição sobre bens e serviços (CBS) esteja prevista para entrar em vigor em 1º de […]

Resumo

Reforma Tributária: Imposto Seletivo com Início Posterga do

A implementação do Imposto Seletivo, parte da reforma tributária que visa taxar bens e serviços considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, pode sofrer atrasos em sua cobrança. Embora a nova contribuição sobre bens e serviços (CBS) esteja prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro, a cobrança do Imposto Seletivo para alguns produtos, como fumo, bebidas alcoólicas, refrigerantes e veículos, pode ser adiada para 2028. Essa postergação faz parte de um acordo entre governo e setor privado, que prevê a apresentação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para adiar a troca do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) pelo Imposto Seletivo.

O governo necessita de um prazo adicional de, no mínimo, um mês para regulamentar o novo imposto por meio de medida provisória, respeitando o período de 90 dias antes de sua cobrança. As discussões indicam que o adiamento exato ficará em aberto até a medida provisória entrar em vigor. Dois pontos já estão definidos: o Imposto Seletivo terá, em 2027, alíquotas que mantenham a carga tributária atual do IPI para os produtos afetados. Para minério de ferro e petróleo, a cobrança só está prevista para começar em 2028.

Desafios na Definição das Alíquotas

A transição do IPI para o Imposto Seletivo apresenta particularidades para cada setor. No caso dos cigarros, a replicação do IPI é considerada simples pelo setor, embora haja preocupações com a manutenção da política de preços mínimos. Para bebidas alcoólicas, o ajuste é mais complexo, pois as regras do Imposto Seletivo preveem diferenciação por quantidade de álcool, e não apenas pelo tipo de produto. Já no setor automotivo, as empresas aguardam a medida provisória com as alíquotas para entender o impacto sobre os modelos em 2027.

Mudanças adicionais para o Imposto Seletivo de veículos estão previstas para 2028, quando novos fatores de redução do tributo, como densidade tecnológica, pegada de carbono e etapas fabris no Brasil, devem ser incluídos. Apesar dos acordos firmados, a questão ainda não está pacificada, com alguns setores considerando a judicialização da cobrança e outros buscando reabrir o debate em 2027.

Impacto na Arrecadação e na CBS

A discussão sobre o Imposto Seletivo também afeta os demais setores, pois quanto menor a sua arrecadação, maior tende a ser a alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirá o PIS, a Cofins e parte do IOF sobre seguros e do IPI. O governo estima que a arrecadação dos novos tributos federais fique travada em 4,99% do PIB. Prevê-se que o Imposto Seletivo represente cerca de 6% da arrecadação federal sobre o consumo em 2027, contra os atuais 16% do IPI, com a CBS cobrindo a maior parte do restante.

As informações foram apuradas com base em discussions sobre a reforma tributária e acordos entre governo e setor privado.

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