Michelle Bolsonaro se projeta como nova líder política da família Bolsonaro
Com Jair Bolsonaro em prisão domiciliar e o senador Flávio Bolsonaro tendo deixado o país, a disputa pelo legado político do ex-presidente ganha contornos inesperados. A partir de 2027, Michelle Bolsonaro (PL-DF) deve assumir uma posição central na representação política do clã, consolidando sua influência após ser eleita senadora com quase 950 mil votos. Sua chegada ao Congresso se dá com uma rede de alianças estabelecida em diversos estados e um apoio expressivo de segmentos como mulheres, evangélicos e eleitores conservadores, segmentos cruciais para a base bolsonarista.
A ascensão de Michelle ocorre em um momento de reestruturação do Partido Liberal (PL), que busca definir sua estratégia após a reeleição de Lula (PT) e em meio à repercussão da saída de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. Em um encontro recente com Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, a ex-primeira-dama discutiu o futuro da legenda e os desafios adiante. A reunião, no mesmo dia em que Costa Neto convocou parlamentares para uma discussão de emergência sobre a saída de Flávio, sinalizou a busca por unidade e diálogo dentro do partido, conforme expresso pelo dirigente em suas redes sociais.
A saída de Flávio Bolsonaro dos Estados Unidos, no entanto, gerou surpresa entre líderes do PL. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial, expressou espanto, pois conversava sobre o papel de liderança da oposição que Flávio deveria assumir.
