Lewis Hamilton retorna ao Hungaroring com ambições renovadas, contrastando drasticamente com o desabafo de frustração que marcou sua visita no ano anterior. O circuito, palco de seus recordes na Fórmula 1, testemunha agora um piloto confiante na performance da Ferrari e na sua própria capacidade de disputar vitórias.
O lendário circuito de Hungaroring, na Hungria, evoca memórias de glória para Lewis Hamilton. O heptacampeão detém recordes de vitórias (8), poles (9) e pódios (12) no traçado que sedia o Grande Prêmio da Hungria. Neste sábado, o piloto britânico esteve a milímetros de conquistar mais uma pole position, cedendo apenas por 0s012 para Lando Norris, e reafirmou o potencial da Ferrari para lutar pelas primeiras posições. Contudo, a satisfação momentânea deu lugar à frustração ao ser penalizado por atrapalhar Oscar Piastri durante a classificação. A punição resultou na perda de três posições no grid, forçando Hamilton a largar em quinto lugar na corrida deste domingo.
Apesar da decepção com a penalidade, o sentimento é incomparável ao vivido há exatos um ano. Em sua temporada de estreia pela Ferrari, Hamilton amargou um modesto 12º tempo na classificação, enquanto seu companheiro de equipe, Charles Leclerc, faturava a pole. A disparidade de desempenho levou o heptacampeão a um desabafo contundente: “Sou inútil, simplesmente inútil [aos sábados]. A equipe não tem problema, o outro carro está na pole. Eles provavelmente têm que trocar o piloto”, declarou na ocasião. Na corrida, o cenário se repetiu, com Hamilton terminando em 12º e Leclerc em quarto.
Uma nova fase na Ferrari
Um ano depois, o panorama para Hamilton é radicalmente distinto. Impulsionado pela notável evolução da Ferrari e por um momento de consistência na temporada, o britânico chega ao Hungaroring em condições de almejar a vitória. A pista, onde construiu grande parte de sua lenda, apresenta-se como o palco ideal para reduzir a diferença para Kimi Antonelli, da Mercedes, na acirrada disputa pelo título antes da pausa de verão da F1. A 11ª etapa da temporada, o GP da Hungria, terá largada neste domingo às 10h (horário de Brasília). Após a prova, a categoria entrará em um recesso de quase um mês, retornando apenas em 23 de agosto com o GP da Holanda.
Antes do hiato, a Ferrari almeja maximizar os pontos de Hamilton, aproximando-o o máximo possível de Antonelli na classificação. A situação do britânico ganhou um impulso adicional com a punição de Antonelli por desrespeitar bandeira amarela, o que o fez cair para a sétima posição no grid. Atualmente vice-líder do campeonato, Hamilton acumula 159 pontos, enquanto Antonelli lidera com 204.
Diante das perspectivas positivas para a corrida e para o restante da temporada, Hamilton expressou profunda gratidão à escuderia italiana. “Estou orgulhoso de todos os membros da equipe e, sem dúvida, também estou orgulhoso de mim mesmo por ter saído da situação em que me encontrava”, afirmou. Em tom descontraído, o piloto chegou a brincar sobre a possibilidade de produzir um documentário sobre sua carreira, detalhando o período em que se sentiu “inútil”.
“Um dia, quando eu fizer meu documentário, vou contar tudo sobre aquele fim de semana e o que levou a isso. Mas, vindo daquela experiência, mesmo chegando a esta semana, senti muito o que aconteceu na semana passada e cheguei em um lugar totalmente diferente de onde estava no ano passado, pelo que sou muito grato”, confidenciou. A punição recebida neste sábado tirou de Hamilton a chance de largar na primeira fila, mas não ofuscou o progresso da Ferrari nas últimas semanas. Mesmo partindo em quinto, a expectativa é de uma forte disputa pelas primeiras posições, visando diminuir a distância para Antonelli antes da pausa na F1.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela imprensa especializada em automobilismo.
