Fenômeno astronômico poderá ser visto em partes da Europa e América do Norte
No próximo dia 12 de outubro, uma quarta-feira, o planeta Terra será palco de um espetacular eclipse solar total. No entanto, os brasileiros não poderão testemunhar este evento diretamente, pois o fenômeno não será visível do território nacional. A trajetória da Lua cobrindo completamente o Sol passará por regiões da Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, além de áreas do Oceano Atlântico, Espanha e um pequeno trecho de Portugal.
Para aqueles que desejam acompanhar o eclipse de fora dessas localidades, a tecnologia oferecerá alternativas. A NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço) promoverá uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube, complementada por atualizações em suas redes sociais. A Agência Espacial Europeia (ESA) também disponibilizará uma programação especial em seu canal na plataforma de vídeos, garantindo que o público global possa vivenciar o evento.
Em outras partes do Hemisfério Norte, será possível observar um eclipse solar parcial. Estados Unidos (do Alasca à Carolina do Norte), a maior parte do Canadá, grande parte da Europa e o noroeste da África terão a oportunidade de presenciar uma versão parcial do fenômeno.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela NASA e pela Agência Espacial Europeia (ESA).
Eclipses: Oportunidades Científicas e Históricas
Os eclipses solares totais são eventos raros e de grande interesse científico. A última vez que partes da Europa puderam observar um eclipse solar total foi em 20 de março de 2015, restrito a uma área da Noruega (Svalbard). Na Península Ibérica, um evento similar não ocorria desde 1912, com a totalidade durando apenas um segundo, segundo informações da ESA.
Além do fascínio público, esses eventos astronômicos representam momentos cruciais para a ciência. A ESA destaca que eclipses solares são oportunidades valiosas para a coleta de dados e para o teste de instrumentos científicos que podem ser posteriormente incorporados em futuras missões espaciais. O fenômeno auxilia na compreensão do campo magnético solar, especialmente na região da coroa solar, cuja distribuição ainda é pouco conhecida em comparação com a superfície.
A observação do Sol durante um eclipse é facilitada pela diminuição da claridade habitual, permitindo que dados sejam coletados por observatórios terrestres. Essas informações são fundamentais para a atualização e o aprimoramento dos modelos que descrevem o campo magnético solar. Projetos de ciência cidadã também contribuem, coletando dados sobre temperatura e até mesmo o comportamento de pássaros durante o evento, como exemplificado por pesquisas relacionadas a eclipses anteriores.
Próximos Eclipses e a Espera do Brasil
Para os entusiastas de eclipses na Europa, o futuro próximo reserva mais eventos. Em 2 de agosto de 2027, outro eclipse solar total será visível na Espanha. No ano seguinte, em 26 de janeiro de 2028, a Espanha e Portugal observarão um eclipse solar anular, enquanto outras regiões europeias terão eclipses parciais.
No Brasil, a espera por um eclipse solar total será mais longa. O próximo evento dessa magnitude visível no país está previsto para 12 de agosto de 2045, com a totalidade sendo apreciada em partes do Nordeste e Norte, incluindo cidades como Recife, João Pessoa, São Luís e Belém.
Entretanto, antes disso, os brasileiros terão a chance de ver um eclipse solar anular em 6 de fevereiro de 2025. A visualização completa do anel de fogo será possível a partir dos mares brasileiros, mas quem estiver em terra, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e partes do Nordeste, poderá observar um eclipse parcial com mais de 70% do Sol encoberto.
Um evento celeste mais próximo para o Brasil será um eclipse lunar parcial, visível em todo o país na noite de 27 para 28 de agosto deste ano. Este tipo de eclipse ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural e, ocasionalmente, criando o fenômeno conhecido como “Lua de sangue” devido aos tons alaranjados.
