Delegado quer ouvir Jair Bolsonaro sobre pistola apreendida em blitz da Lei Seca no DF
Um pedido incomum foi protocolado na mais alta corte do país. O delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Thiago Silva, solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A oitiva, caso autorizada, visa esclarecer os detalhes sobre uma pistola apreendida em uma blitz da Lei Seca na última segunda-feira (15), em Taguatinga, no Distrito Federal. A arma e um carregador sobressalente foram encontrados com um sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
O sargento, identificado como Estácio Leite, alegou que a pistola Glock 9mm pertencia ao ex-presidente. A tentativa de intimação pessoal de Bolsonaro se mostrou infrutífera, segundo o delegado, pois a equipe de escolta impediu o ato. A informação é do portal G1.
Pistola Glock 9mm e a ligação com o ex-presidente
A apreensão ocorreu durante uma fiscalização de rotina da Polícia Militar. Ao ser abordado, o sargento Estácio Leite se identificou e afirmou que a arma em sua posse era de Jair Bolsonaro. Ele se propôs a realizar o teste do bafômetro.
A defesa de Jair Bolsonaro admitiu que o ex-presidente solicitou o conserto da arma. No entanto, a defesa negou qualquer vínculo entre este pedido e o período de prisão domiciliar humanitária que o militar estava cumprindo.
Intimação pessoal frustrada e pedido de oitiva por videoconferência
O pedido de autorização para ouvir Bolsonaro, segundo o delegado Thiago Silva, foi justificado pela dificuldade em realizar a intimação pessoal do ex-presidente. A equipe de escolta responsável impediu que o policial civil efetuasse o ato, impossibilitando que Bolsonaro fosse cientificado pessoalmente.
Diante desse impasse, o delegado propôs que a oitiva fosse realizada por meio de videoconferência. A data sugerida para essa audiência virtual é a tarde da próxima quarta-feira, 24 de janeiro.
Alexandre de Moraes analisa o caso
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, solicitou esclarecimentos adicionais após a apreensão da arma. A investigação busca determinar a real ligação entre o ex-presidente e a pistola encontrada, bem como as circunstâncias de sua posse pelo sargento do GSI.
A situação levanta questões sobre a segurança e o uso de armas por pessoas ligadas ao poder. O desenrolar deste inquérito promete trazer mais informações sobre o caso da pistola apreendida e a possível participação de Jair Bolsonaro.
