Defesa de Bolsonaro recorre contra suspensão de visitas de Flávio
Defesa de Bolsonaro recorre contra suspensão de visitas de Flávio

Defesa de Bolsonaro recorre contra suspensão de visitas de Flávio

Defesa de ex-presidente contesta suspensão de visitas de Flávio Bolsonaro A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes que suspendeu, por 90 dias, o direito de visita do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao pai. A suspensão foi determinada após […]

Resumo

Defesa de ex-presidente contesta suspensão de visitas de Flávio Bolsonaro

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes que suspendeu, por 90 dias, o direito de visita do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao pai. A suspensão foi determinada após Flávio divulgar uma carta manuscrita recebida de Bolsonaro, o que o ministro considerou um desrespeito à proibição de uso das redes sociais pelo ex-presidente, seja diretamente ou por intermédio de terceiros.

Os advogados de Bolsonaro argumentam que a medida adotada por Moraes é “manifestamente desproporcional”, alegando que o ex-presidente “jamais teve ciência” de como a carta seria divulgada e que não houve “ajuste prévio” para seu uso em redes sociais. O recurso cita um precedente de dezembro de 2025, quando uma correspondência semelhante, na qual Bolsonaro indicava Flávio como pré-candidato à Presidência, foi tornada pública sem qualquer questionamento judicial na época. Segundo a defesa, essa situação gerou no ex-presidente a compreensão de que o ato não violava as restrições vigentes. É importante notar que Flávio Bolsonaro também atua como um dos advogados constituídos na equipe jurídica de seu pai.

As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela defesa de Jair Bolsonaro e reportagens.

Argumentos da Defesa e Pedidos ao STF

O documento apresentado pela defesa sustenta que a decisão de Moraes confunde o direito de visita familiar, regido pela Lei de Execução Penal, com a comunicação profissional entre advogado e cliente. Segundo os advogados, o Estado não pode substituir a livre escolha do defensor pelo acusado, e a restrição prejudica a estratégia de defesa e a relação de confiança entre pai e filho. A defesa também alega que o contato familiar é um elemento fundamental para a dignidade humana e o processo de ressocialização, não sendo uma “mera liberalidade estatal”.

Diante disso, a defesa solicita que Alexandre de Moraes exerça o “juízo de retratação” para restabelecer as visitas de Flávio Bolsonaro na condição de filho. Caso a suspensão familiar seja mantida, o recurso pede, subsidiariamente, que seja garantido ao senador o direito de visitar o pai na condição de advogado, assegurando suas prerrogativas profissionais. Se não houver reconsideração por parte do relator, a defesa pede que o caso seja julgado pela Primeira Turma do STF.

Endurecimento das Restrições após Divulgação da Carta

A decisão de Moraes de endurecer as restrições a Bolsonaro ocorreu após a divulgação da carta. Na última sexta-feira (17), o ministro manteve o ex-presidente em prisão domiciliar humanitária, mas ampliou as proibições. Inicialmente, Moraes suspendeu todas as visitas a Bolsonaro por 30 dias, com Flávio seguindo proibido de visitar o pai por 90 dias. Além disso, o ministro proibiu “visitas com finalidade político-eleitoral” até o término das eleições de 2026 e a “divulgação de manifestos políticos eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado”. Moraes alertou que o eventual descumprimento pode levar a “medidas mais gravosas, inclusive a reversão da prisão domiciliar humanitária em regime fechado”.

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