Expansão do acesso a produtos importados
Os Correios anunciaram o início da entrega no Brasil de compras realizadas pela internet em duas das principais lojas de Ciudad del Este, no Paraguai: Cellshop e New Zone Importados. A iniciativa permite que consumidores brasileiros adquiram eletrônicos e outros produtos diretamente dos estabelecimentos paraguaios e recebam as encomendas em seus endereços no Brasil, através do serviço Correios Packet, voltado para remessas internacionais.
Segundo os Correios, a principal vantagem para os consumidores é a comodidade e segurança ao comprar online de lojas paraguaias e receber em casa. A estatal também projeta um aumento no mercado para as empresas do Paraguai e uma redução nos custos logísticos. As informações foram divulgadas pelos Correios.
Impacto no varejo nacional e a “taxa das blusinhas”
A nova modalidade de entrega surge em um momento de crescente pressão do varejo brasileiro contra a concorrência de produtos importados vendidos online. Entidades do setor alertam que a isenção de impostos para compras de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”, ameaça quase 100 mil empregos, de acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC). A “taxa das blusinhas” foi derrubada por medida provisória do governo federal, mas sua discussão no Senado está em andamento.
As lojas Cellshop e New Zone Importados estão habilitadas para vender ao mercado brasileiro e participam do programa Remessa Conforme, da Receita Federal, que exige a informação prévia dos dados de importação. Desde maio, o imposto federal sobre importações de até US$ 50, realizadas por empresas aderentes ao programa, está zerado, embora a isenção seja temporária. As compras permanecem sujeitas ao ICMS. Antes das mudanças, a alíquota de importação para essas compras era de 20% para empresas do Remessa Conforme, e de 60% para as que não participam do programa.
Plano de reestruturação dos Correios
A parceria com as lojas paraguaias também se insere no plano de reestruturação dos Correios, que busca ampliar receitas e conter o prejuízo financeiro da estatal. No primeiro trimestre deste ano, o rombo chegou a R$ 5,4 bilhões, e no ano passado, o prejuízo recorde foi de R$ 8,5 bilhões. As informações foram divulgadas pelos Correios.
