Caminhoneiros autônomos iniciaram, nesta segunda-feira (13), uma mobilização em caráter de pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Republicanos-AP), para que a “MP do Frete” seja colocada em votação. A medida provisória, que estabelece regras para o transporte de cargas no país, perde a validade nesta quinta-feira (16) sem ter sido analisada pelo Congresso Nacional, gerando apreensão entre sindicatos e associações de motoristas autônomos.
A movimentação, inicialmente cogitada como greve, não resultou em bloqueios de rodovias ou acessos a portos. Uma ação pontual foi observada no porto de Santos (SP), o maior e mais importante do Brasil, mas com fluxo de entrada e saída de caminhões normalizado. A expectativa, segundo interlocutores do setor, é que Alcolumbre pauta a proposta ainda nesta semana, antes do esgotamento do prazo.
“Há semanas a gente vem lutando para que o Senado coloque o texto da MP em votação e até agora não aconteceu, por isso a categoria deliberou que faríamos essa paralisação. Essa paralisação não é feita por decisão do sindicalista A ou B. Quem causou essa paralisação foi o Alcolumbre”, declarou Wallace Landim, conhecido como Chorão e presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), em entrevista ao site ICL Notícias.
Pontos cruciais da “MP do Frete” em jogo
A “MP do Frete” abrange diversas mudanças importantes para o setor de transporte rodoviário de cargas. Entre os principais pontos em discussão estão [detalhes específicos dos pontos da MP não foram fornecidos nas fontes, mas a relevância dos mesmos é implicitamente compreendida pela urgência na votação].
A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) alertou que a ausência de deliberação sobre a Medida Provisória até o fim de sua vigência poderá intensificar a insatisfação da categoria e favorecer o surgimento de manifestações espontâneas. A CNTA informou que está trabalhando junto ao governo, senadores e lideranças partidárias para garantir a votação e aprovação da proposta antes do vencimento.
Pressão concentrada no Porto de Santos
Em um vídeo divulgado durante a madrugada, Luciano Santos, presidente do Sindicam-Santos (Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira), reforçou o chamado à pressão sobre o Senado. “Porto de Santos está parado, como foi pedido pela categoria. Alcolumbre, coloque essa pauta para votação senão essa responsabilidade será 100% sua”, afirmou Santos.
Lideranças do setor indicam que a paralisação não se restringe aos caminhoneiros portuários. “É geral. O objetivo é continuarmos parados até que Alcolumbre coloque a MP em votação”, disse Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL). Representantes da categoria afirmam que Alcolumbre sinalizou a possibilidade de pautar a proposta nos próximos dias, com a expectativa de que “isso aconteça”, segundo Chorão.
No Mato Grosso do Sul, um dos principais polos do agronegócio, caminhoneiros aguardam o desenrolar do movimento em Santos para definir se também paralisarão suas atividades. As informações foram reunidas a partir de declarações de representantes da categoria e apurações da Gazeta do Povo.
