Um incidente fatal em uma montanha-russa no parque Six Flags Over Georgia, localizado a cerca de 24 km de Atlanta, resultou na morte de um visitante e deixou outros feridos. O Departamento de Polícia do Condado de Cobb confirmou a ocorrência e iniciou uma investigação para apurar as causas do acidente.
Embora a polícia não tenha especificado qual atração estava envolvida, imagens de helicópteros de notícias capturaram a montanha-russa Goliath parada no meio de seu percurso. Equipes de emergência foram vistas auxiliando passageiros a desembarcar.
Em nota oficial, o Six Flags Over Georgia expressou profundo pesar pelo ocorrido. “Nossos sentimentos e sinceras condolências estão com a família, os amigos e as pessoas queridas do visitante”, declarou o parque. As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre como a morte ocorreu. Testemunhas relataram à imprensa local ter visto um homem ser arremessado do brinquedo, com uma delas afirmando que o indivíduo caiu sobre o telhado de uma atração próxima. A veracidade desses relatos não pôde ser confirmada independentemente.
A montanha-russa Goliath, inaugurada em 2006, é uma das atrações mais intensas do parque, atingindo velocidades de até 112 km/h e apresentando uma queda de 52 metros. O incidente reacende preocupações sobre a segurança em parques de diversão, especialmente após o recente fechamento da montanha-russa X2 em um parque do Six Flags na Califórnia, devido a mais de cem relatos de lesões cerebrais.
Repercussões e Casos Anteriores
O fechamento da X2, que possui assentos com rotação de 360 graus, ocorreu após ações judiciais e reportagens sobre passageiros que alegaram sofrer lesões cerebrais. Um escritório de advocacia afirmou ter sido contatado por cerca de 400 pessoas com relatos de lesões. Em um caso anterior, a família de Christopher Hawley, que morreu em 2022 após andar na X2, chegou a um acordo com o parque, mas ressaltou que o fechamento tardio da atração não compensou a perda.
No Brasil, o debate sobre a segurança de montanhas-russas ganhou força com o caso de Júlia Bossoni, que teria sofrido traumatismo craniano após andar na Montezum, do Hopi Hari. A jovem ficou internada por 57 dias e passou por sete cirurgias. O parque, por sua vez, afirma que a atração possui certificação internacional e passa por inspeções regulares, com o Ministério Público de São Paulo tendo emitido parecer favorável à segurança da montanha-russa.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pela CBS e pela BBC.
