Deputado do PT pede afastamento de Nunes Marques do TSE por suposta parcialidade
Deputado do PT pede afastamento de Nunes Marques do TSE por suposta parcialidade

Deputado do PT pede afastamento de Nunes Marques do TSE por suposta parcialidade

Pedido de afastamento O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, seja afastado de suas funções eleitorais durante as eleições de 2026. A solicitação baseia-se na suposta participação do magistrado em um grupo de WhatsApp denominado “Exército […]

Resumo

Pedido de afastamento

O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, seja afastado de suas funções eleitorais durante as eleições de 2026. A solicitação baseia-se na suposta participação do magistrado em um grupo de WhatsApp denominado “Exército do Lula”.

O documento, enviado ao site Diário do Centro do Mundo (DCM) e ainda não registrado nos sistemas do Supremo, requer a abertura de uma investigação criminal contra Nunes Marques. O parlamentar argumenta que o ministro teria agido com parcialidade ao acolher um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para suspender um canal de comunicação sem a devida comprovação de desinformação.

A acusação formalizada por Falcão é de falsidade ideológica eleitoral, referente a decisões proferidas pelo ministro entre os dias 11 e 13 de março. O pedido detalha uma cronologia de desentendimentos na Corte e contesta afirmações feitas por Nunes Marques em suas decisões, que, segundo o deputado, carecem de embasamento probatório.

Controvérsia no TSE

A tensão interna no TSE, conforme relatado, gira em torno do canal de WhatsApp “Exército do Lula” e envolve uma disputa entre o presidente da Corte, Nunes Marques, e o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Inicialmente, Cueva solicitou informações sobre o canal sem determinar seu bloqueio. No entanto, a campanha de Flávio Bolsonaro acionou diretamente Nunes Marques por meio de um processo administrativo.

Em resposta, Nunes Marques determinou a suspensão do canal, decisão que foi posteriormente derrubada por Cueva. O corregedor argumentou que os elementos nos autos não justificavam uma restrição tão ampla e propôs que a controvérsia fosse levada ao plenário do TSE. Em contrapartida, o presidente do TSE recebeu um relatório técnico indicando que mensagens veiculadas entre 25 e 29 de setembro haviam sido apagadas ou editadas, e que as mensagens remanescentes não continham as alegações de desinformação citadas.

Diante do relatório, Nunes Marques voltou a analisar o caso e impôs condições para o funcionamento do canal, incluindo o registro na Justiça Eleitoral e a proibição de divulgação de conteúdos falsos ou o uso de contas secundárias para reproduzir material ilícito. Embora a campanha de Lula já tenha registrado o canal, a sua reativação pode levar até 48 horas. Cueva insiste na análise do caso pelo plenário, mas Nunes Marques ainda não pautou a matéria.

O documento apresentado por Rui Falcão solicita cópias dos autos da ação sobre o canal de WhatsApp, informações da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação e uma perícia para verificar a integridade dos documentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro. A reportagem contatou o TSE, que informou que o espaço para manifestação permanece aberto.

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