Advogado de Donald Trump critica ações do STF e sugere fim da “censura” no Brasil
Martin De Luca, advogado que representa a Trump Media e a plataforma de vídeos Rumble, utilizou o X (antigo Twitter) neste fim de semana para tecer comentários críticos sobre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o cenário eleitoral brasileiro. As declarações surgem em um contexto de ações judiciais envolvendo as empresas que ele representa e o ministro Alexandre de Moraes.
Um dos alvos das críticas de De Luca foi o ministro Gilmar Mendes. O advogado compartilhou uma notícia que apontava que Mendes teria recebido conselhos para se distanciar de Alexandre de Moraes, este último sob escrutínio devido a revelações sobre suas ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. “É impressionante que o conselho em si ainda precise ser soletrado para Gilmar”, ironizou De Luca em uma de suas postagens.
Em outra publicação, o advogado comentou a decisão de Moraes de ordenar a prisão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos após ser condenado pelo STF. A condenação, em junho, resultou em pena de quatro anos em regime semiaberto e oito anos de inelegibilidade. Para De Luca, essa seria uma das “últimas tentativas desesperadas de preservar o reinado da censura no Brasil”, expressando a crença de que “a maioria dos brasileiros acredita que isso chegará ao fim muito em breve”. O advogado associou essa expectativa ao segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, marcado para o dia 25, onde Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo, disputa a presidência contra Luiz Inácio Lula da Silva.
Apoio a Flávio Bolsonaro e críticas à imprensa
De Luca, que se declarou apoiador de Flávio Bolsonaro, utilizou suas redes sociais para reforçar sua posição política e criticar o que percebe como um cerceamento à liberdade de expressão. Em um post que evocava os lemas “Deus, família, pátria e liberdade”, ele incentivou a “tornar o Brasil livre novamente”.
Ao comentar uma pesquisa divulgada pela CNN Brasil que apontava Flávio Bolsonaro à frente de Lula, o advogado ironizou a possibilidade de o STF intervir também na imprensa. “O que vão fazer agora? Censurar a CNN?”, questionou De Luca, sinalizando sua preocupação com a atuação do Judiciário em relação à cobertura midiática.
Contexto de ações judiciais nos EUA
As declarações de De Luca ocorrem em um momento em que a Rumble e a Trump Media movem um processo contra Alexandre de Moraes na Justiça dos Estados Unidos. As empresas alegam que as medidas impostas pelo ministro brasileiro em relação à plataforma de vídeos seriam ilegais sob a legislação americana. A Trump Media, principal produto da empresa de mídia do ex-presidente Donald Trump, tem o Rumble como fornecedor de serviços de nuvem para sua rede social, a Truth Social.
As informações foram reunidas a partir de dados divulgados pelo portal O Globo e pelo X (antigo Twitter).
