Moraes autoriza tratamento odontológico de Bolsonaro, mas veta dentista ligada a Flávio
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (17) o ex-presidente Jair Bolsonaro a receber tratamento odontológico. No entanto, o pedido da defesa para que o procedimento fosse realizado por Fernanda Bolsonaro, esposa do senador Flávio Bolsonaro, foi rejeitado.
A decisão de Moraes determinou que o atendimento ocorra no Centro Médico da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), sob escolta. A medida visa garantir a segurança do ex-presidente, conforme indicado pelo Núcleo de Custódia da PMDF. A defesa de Bolsonaro havia solicitado que o procedimento ocorresse em um consultório particular na sexta-feira (21), a partir das 14h.
Para a realização do tratamento, a nova data e horário deverão ser combinados em sigilo absoluto entre a defesa e o Subdiretor do Núcleo de Custódia. Moraes advertiu que qualquer vazamento de informação sobre o procedimento resultará em seu cancelamento imediato. O ministro também ressaltou que a ausência de urgência foi demonstrada pelo fato de a solicitação ter sido apresentada com uma semana de antecedência.
Restrições e contexto da prisão domiciliar
Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de reclusão em regime de prisão domiciliar humanitária. Ele está sob vigilância do 19º Batalhão da Polícia Militar e enfrenta diversas restrições, como a proibição de uso de redes sociais e de receber visitas de caráter político-eleitoral até o final das eleições de 2026.
Flávio Bolsonaro, que é candidato à Presidência da República, está proibido de visitar o pai por um período de 90 dias. A sanção foi imposta por Alexandre de Moraes após o senador divulgar uma carta manuscrita de Jair Bolsonaro, o que foi considerado pelo ministro como uma violação das medidas cautelares impostas ao ex-presidente.
